Os caças F-16M da Força Aérea Portuguesa já estão na Estónia para iniciar mais uma missão de patrulhamento aéreo do Báltico. Portugal assume o comando rotativo da Base Aérea de Amari no âmbito da NATO.
A Força Aérea Portuguesa recebeu o comando rotativo da Missão de Polícia Aérea do Báltico da NATO, numa cerimónia de passagem de testemunho pela Força Aérea Italiana que teve lugar na terça-feira, 31 de março, na Base Aérea de Ämari, na Estónia.
O ministro da Defesa estónio, Hanno Pevkur, agradeceu ao contingente italiano, que, ao longo dos quatro meses de missão, chegou a 800 militares, e deu as boas-vindas aos portugueses, salientando que “a presença de um país do outro extremo da Europa demonstra claramente o que significam a unidade da NATO e o apoio dos aliados”, reporta a ERR, televisão pública da Estónia.
Já o tenente-coronel português, Augusto Figueiredo, afirmou que a sua unidade está pronta para contribuir para a segurança da região do Báltico, de acordo com a televisão estatal da Estónia.
O contingente português é composto por 4 caças F-16M e por 95 militares.
A Força Aérea Portuguesa (FAP) afirma que o destacamento vai contribuir para a “segurança e a dissuasão de possíveis ameaças” a este flanco da NATO. O objetivo é contribuir para a proteção das infraestruturas da Estónia, Letónia e Lituânia que fazem fronteira com a Rússia, bem como para a “salvaguarda do espaço aéreo” destes três estados do Báltico.
A missão inclui exercícios de treino, sejam eles de treino “aéreo, terrestre ou naval”, com as forças locais e com outras forças da NATO.
Esta é a nona participação da FAP em missões de patrulhamento aéreo dos Bálticos no âmbito da NATO. Desde 2007, Portugal participa neste tipo de missões rotativas no âmbito da Aliança Atlântica. A Força Aérea vai comandar a missão entre 1 de abril e 31 de julho.