Viktor Orbán permanecerá no cargo até à tomada de posse de Péter Magyar, que venceu as eleições legislativas do passado domingo, em maio.
O primeiro-ministro húngaro cessante, Viktor Orbán, não participará na cimeira informal dos líderes da União Europeia, na próxima semana, segundo vários responsáveis da UE.
Orbán, que foi decisivamente derrotado nas eleições parlamentares de domingo, deverá permanecer no cargo até à tomada de posse do líder da oposição, Péter Magyar, que venceu por esmagadora maioria, em maio.
Autoridades familiarizadas com os preparativos disseram à Euronews que já não esperam que Orbán participe na reunião, que terá lugar em Nicósia, Chipre.
A tradição em Bruxelas dita que os líderes que partem são homenageados pelos seus pares e recebem uma lembrança de despedida quando participam na sua última cimeira.
Não foi imediatamente esclarecido se Orbán será representado por outro dirigente. O primeiro-ministro eslovaco Robert Fico, um aliado ideológico, já substituiu anteriormente o húngaro.
Até à sua derrota no domingo, Orbán era de longe o membro mais antigo do Conselho Europeu, tendo participado em numerosas reuniões desde que tomou posse em 2010.
A sua decisão de faltar à reunião de Chipre significa que a sua última cimeira foi a de março, onde foi duramente criticado por ter vetado o empréstimo de 90 mil milhões de euros à Ucrânia.
António Costa, o habitualmente ameno presidente do Conselho Europeu, criticou Orbán pela sua decisão "inaceitável" de voltar atrás no acordo alcançado pelos 27 líderes em dezembro. Na altura, Orbán negociou uma cláusula de não participação no empréstimo comum.
O seu veto estava relacionado com a interrupção do fornecimento de petróleo através do oleoduto Druzhba.
"Os líderes usaram da palavra para condenar a atitude de Viktor Orbán, para recordar que um acordo é um acordo e que todos os líderes têm de honrar essa palavra", disse Costa, que desabafou sobre meses de frustração com as atitudes do húngaro. "Ninguém pode chantagear o Conselho Europeu. Ninguém pode chantagear as instituições da União Europeia".
Magyar apelou a Orbán para que levante o veto antes de deixar o cargo.