Só em Kiev, pelo menos cinco pessoas morreram e 21 ficaram feridas. Entretanto, a Ucrânia continua a atacar instalações industriais russas.
A Rússia lançou um novo ataque em massa contra a Ucrânia, na noite de quinta-feira, com Kiev e Dnipro a serem as cidades mais afetadas. As sirenes dos ataques aéreos soaram nas cidades ucranianas às 2h30 da manhã, hora local.
Em Kiev morreram cinco pessoas, incluindo um jovem de 12 anos e uma mulher de 35 anos, e pelo menos 21 ficaram feridas.
Vitaliy Klychko, presidente da câmara de Kiev, escreveu no Telegram que um edifício tinha sido atingido, tendo os destroços caído sobre os blocos de apartamentos vizinhos, bem como sobre um pequeno hotel. Os destroços de um foguete caíram num bloco de apartamentos de 16 andares e numa casa isolada. Uma mãe e o seu filho tiveram de ser resgatados do edifício que ruiu.
Noutro bairro de Kiev, quatro paramédicos ficaram feridos nos contínuos ataques.
Após a vaga noturna, a Rússia lançou outro ataque com mísseis contra Kiev na manhã de quinta-feira.
A quarta maior cidade da Ucrânia, Dnipro, foi atingida por ataques aéreos pela segunda vez esta semana, tendo duas pessoas morrido e pelo menos 27 ficado feridas. Várias casas, automóveis e uma instituição de ensino ficaram danificadas.
Foram também registadas explosões em Odessa. A cidade costeira foi alvo de dois ataques da Rússia em 24 horas.
Os ataques aéreos começaram pouco depois do presidente Volodymyr Zelenskyy ter anunciado que os mísseis antiaéreos estavam a esgotar-se.
Contra-ataques ucranianos em território russo
Segundo fontes russas, drones ucranianos atingiram uma refinaria de petróleo em Tuapse, no sul da Rússia. A fábrica da Rosneft é a décima maior refinaria de petróleo do país.
O governador de Krasnodar informou que fragmentos de drones caíram em vários edifícios. Duas crianças morreram e dois adultos ficaram feridos em Tuapse, segundo o governador Veniamin Kondratyev. Todas as escolas da cidade suspenderam as aulas até 16 de abril.
A refinaria de petróleo de Tuapse já foi alvo de vários ataques aéreos por parte das forças ucranianas e teve de suspender a produção durante algum tempo.
Alexander Sirsky, comandante-chefe das forças ucranianas, afirmou que, só em março, 76 instalações industriais russas foram alvo de ataques da Ucrânia, 15 das quais eram refinarias de petróleo.