A um ano das eleições presidenciais, o anfitrião do Palácio do Eliseu quer "regular o discurso nas redes sociais", "melhorar a proteção das nossas eleições" e "proteger melhor o debate democrático".
"O governo deverá apresentar um projeto de lei e medidas regulamentares para melhorar a proteção das nossas eleições contra a ingerência estrangeira", anunciou Emmanuel Macron (fonte em francês) na quinta-feira, 16 de abril, perante uma reunião de presidentes de câmara no Palácio do Eliseu.
Esta interferência "por vezes afetou-vos", disse Macron aos presidentes de câmara eleitos nas eleições municipais de março.
Também "afetou muitos dos nossos vizinhos", acrescentou, referindo-se às recentes eleições na Moldávia, Roménia, Alemanha e Hungria.
O presidente francês denunciou a ação da Rússia, que "compra maciçamente milhões de contas falsas durante os períodos eleitorais", como já tinha referido em fevereiro passado.
"Vamos lutar a nível europeu para proibir estas contas falsas. A Europa deve ser o primeiro território a proibi-las", sublinhou Macron prometendo "adotar toda uma série de textos para melhor proteger o debate democrático das vicissitudes das redes sociais".
A um ano das eleições presidenciais francesas, Emmanuel Macron disse também querer "regular o discurso nas redes sociais, em particular a possibilidade de comprar esse discurso durante os períodos eleitorais."