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Ministros da UE rejeitam apelos para suspender acordo comercial com Israel devido a "crimes de guerra"

CHEFE DA POLÍTICA EXTERNA DA UE
CHEFE DA POLÍTICA EXTERNA DA UE Direitos de autor  Copyright 2026 The Associated Press. All rights reserved.
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De Shona Murray
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A proposta de Espanha, da Irlanda e da Eslovénia para suspender o Acordo de Associação UE-Israel devido a alegados crimes de guerra no Líbano e na Palestina não conseguiu obter apoio suficiente entre os ministros dos Negócios Estrangeiros da UE.

Os ministros dos Negócios Estrangeiros da UE rejeitaram os apelos para pôr fim ao comércio preferencial com Israel devido a alegações de crimes de guerra, pondo em evidência as divisões persistentes no seio do bloco relativamente ao Médio Oriente.

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No entanto, a chefe da política externa da UE, Kaja Kallas, afirmou que existirão novas discussões, incluindo a análise de uma proposta de França e da Suécia para impor direitos aduaneiros sobre mercadorias provenientes dos colonatos israelitas nos territórios palestinianos ocupados.

"Não podemos perder de vista Gaza e a Cisjordânia", afirmou Kaja Kallas numa conferência de imprensa.

Antes da reunião de terça-feira, no Luxemburgo, os governos de Espanha, Irlanda e Eslovénia apelaram à UE para que "assuma a sua responsabilidade moral e política e defenda os valores fundamentais que sustentam o projeto europeu desde a sua fundação".

"As condições em Gaza são insuportáveis, marcadas por violações contínuas do acordo de cessar-fogo e pela entrada claramente insuficiente de ajuda humanitária na Faixa de Gaza", afirmava a carta dirigida a Kallas.

"A situação na Cisjordânia está a deteriorar-se rapidamente, com uma escalada de violência contra os palestinianos: os colonos radicais agem com impunidade", acrescentou, referindo-se ao que descreveu como "mortes intoleráveis" de palestinianos.

Kallas afirmou que não havia apoio suficiente entre os Estados-membros para as propostas, não havendo qualquer mudança de posição no sentido de sustentar uma suspensão total ou parcial do Acordo de Associação UE-Israel.

Uma suspensão total exigiria o apoio unânime de todos os 27 Estados-membros, enquanto uma suspensão parcial exigiria uma maioria qualificada, representando pelo menos 55% dos Estados-membros e 65% da população da UE.

O resultado era amplamente antecipado, uma vez que não se previa que vários Estados-membros de maior dimensão, incluindo a Alemanha e Itália, apoiassem tais medidas.

Ao mesmo tempo, vários países da UE, incluindo a Alemanha, criticaram a continuação da campanha militar de Israel na região, bem como os recentes desenvolvimentos legislativos no Knesset.

O porta-voz do chanceler alemão Friedrich Merz afirmou que "expressou a sua profunda preocupação com os acontecimentos nos territórios palestinianos" nos últimos dias.

"Não deve haver uma anexação parcial de facto da Cisjordânia", disse Merz ao primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu durante uma chamada telefónica.

Kallas referiu que iria remeter a proposta da Suécia e de França relativa aos produtos dos colonatos ao comissário europeu para o Comércio, Maroš Šefčovič, nos próximos dias, com base no facto de os colonatos não se enquadrarem no âmbito do Acordo de Associação.

Rejeitou as alegações de que a UE estava a aplicar dois pesos e duas medidas, afirmando que o bloco está "entre os maiores apoiantes dos palestinianos, incluindo nos esforços de reconstrução".

"Comparem o que os outros estão a fazer por Gaza e pelos palestinianos, e verão que muitos estão a recorrer à UE em busca de apoio", afirmou.

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