Após nove meses de negociações, os parceiros sociais não se entenderam quanto às alterações à lei laboral propostas no anteprojeto do governo. UGT rejeitou a última versão para revisão da legislação a 23 de abril e manteve o chumbo na reunião desta quinta-feira.
O governo e os parceiros sociais não chegaram a acordo sobre as alterações à lei do trabalho propostas pelo governo da Aliança Democrática (AD) na reunião desta quinta-feira. O diálogo na Concertação Social está fechado e o Executivo vai agora apresentar um diploma no Parlamento para tentar avançar com a reforma.
A União Geral de Trabalhadores (UGT) já tinha rejeitado, por unanimidade, a última versão apresentada a 23 de abril e não fez qualquer nova proposta. A ministra do Trabalho, Maria do Rosário Palma Ramalho, acusou o sindicato liderado por Mário Mourão de ser "absolutamente intransigente".
"A UGT entendeu que não tinha de apresentar propostas e que o que estava em causa era todo o processo. Não permitiu qualquer margem para chegar a pontos mais próximos. Fez uma declaração para ata a dizer isto mesmo ", afirmou a governante, sublinhando, ainda assim, que o documento original foi "enriquecido com os contributos destes nove meses".
O anteprojeto, de 24 de julho de 2025, com mais de 100 medidas, será agora convertido numa proposta de lei que será apresentada e discutida na Assembleia da República.
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