Menor foi encontrado nas margens do rio Vilaine, com uma toalha de banho molhada apertada ao pescoço, indicou a procuradoria da cidade.
Um rapaz de 16 anos foi detido na manhã desta segunda-feira em Rennes, um dia após o corpo de uma criança de 12 anos ter sido encontrado nas margens do rio Vilaine, indicou a procuradoria da cidade.
O rapaz de 12 anos foi encontrado sem vida em Rennes no domingo à noite. O menor foi descoberto num arbusto, nas margens do rio Vilaine, com uma toalha de banho molhada "atada muito apertada em redor do pescoço", indicou a procuradoria da cidade.
Foi dado o alerta depois de um pescador ter ouvido os gritos de uma criança, sem conseguir localizá-la, segundo a polícia.
Alertados por testemunhas que tinham descoberto o jovem, os meios de socorro, já no local, não conseguiram reanimá-lo.
As circunstâncias da tragédia continuam por estabelecer, mas "a intervenção de terceiros faz parte das hipóteses", acrescentou a procuradoria.
Foi aberta uma investigação por homicídio e o caso foi entregue à divisão de criminalidade organizada e especializada de Rennes.
De acordo com o Le Figaro, que cita uma fonte próxima à investigação, o pescador que deu o alerta terá sido abordado por três jovens com "varas de pesca baratas" por volta das 16h00 (hora local) que lhe pediram "isca viva para pescar peixes predadores".
Os três jovens seguiram depois a pé em direção ao cais — um beco sem saída que levava diretamente ao rio Vilaine, onde o corpo seria encontrado mais tarde.
Trinta minutos depois, o homem viu "duas figuras a fugir". Quando questionado sobre a aparência dos três jovens, "descreveu uma menina de cerca de 14 anos com cabelos escuros" e um "rapaz mais alto que os outros, de cabelos castanhos, vestido com uma blusa vermelha", cita o Le Figaro.
Neste momento, não há confirmação de que o menor detido seja o mesmo visto com a vítima minutos antes da tragédia.
Moradores em choque
"É um choque enorme. É um bairro tranquilo, não muito longe do centro, nunca tive problemas, há tendas de sem-abrigo ao longo do canal, mas não fazem mal a ninguém", testemunhou uma moradora.
"Há um parque aqui perto, as pessoas fazem corrida muitas vezes ao longo da margem (...). É uma zona muito aberta e é estranho que possa ter havido um crime aqui", disse outra.