O ministro da Cultura do Líbano, Ghassane Salamé, afirmou ao Europe Today que um cessar-fogo mediado pelos EUA com Israel dá esperança de pôr fim às hostilidades entre Israel e o Hezbollah, apesar das violações de tréguas anteriores.
Na sequência do acordo de cessar-fogo entre Israel e o Líbano, o ministro da Cultura libanês, Ghassane Salamé, disse ao principal programa matinal da Euronews, Europe Today, esperar que seja mais “verdadeiro” do que o anterior, que, segundo afirmou, “nem sequer foi uma trégua”.
“O acordo ainda é recente, por isso é provavelmente cedo para perceber até que ponto é sério”, afirmou Salamé. Mas acrescentou que “não ajuda” o facto de alguns ministros israelitas já terem rejeitado o acordo.
Ainda assim, Salamé considerou que o novo acordo sai reforçado pelo “envolvimento direto do mediador”, ou seja, dos Estados Unidos.
“Sem pressão americana, não esperávamos que o governo israelita avançasse com um acordo destes. É sob uma pressão americana contínua que podemos esperar, desta vez, uma aplicação efetiva”, afirmou.
O acordo surge numa altura de tensões crescentes entre o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deixando o Líbano apanhado entre os dois líderes.
Salamé manifestou também preocupação com os danos causados ao Líbano pela “incursão” de Israel nos últimos meses.
“Destruiu por completo 60 aldeias – literalmente arrasadas – e atingiu igualmente vários locais de património muito importantes, incluindo o Castelo de Beaufort, ao qual os libaneses estão muito ligados.”
Este frágil cessar-fogo depende de o Hezbollah, grupo apoiado pelo Irão, pôr termo aos ataques militares e retirar os seus combatentes da área a sul do rio Litani.
Apesar do compromisso conjunto com o cessar-fogo, Israel terá realizado, na manhã de quinta-feira, vários ataques com drones na região de Nabatieh, no sul do Líbano.