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Estados Unidos reduzem envio de caças e navios de guerra para a NATO na Europa

Logótipo da NATO numa reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros da Aliança em Helsingborg, 22 de maio de 2026
Logótipo da NATO numa reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros da Aliança em Helsingborg, 22 de maio de 2026 Direitos de autor  AP Photo
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De Gavin Blackburn
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Os cortes noticiados surgem numa altura em que os países europeus correm para reforçar as capacidades de defesa, depois de a invasão russa em larga escala da Ucrânia, em 2022, ter alimentado receios de que Moscovo possa atacar um país da NATO.

Os Estados Unidos tencionam reduzir drasticamente o número de caças e navios de guerra que disponibilizam à NATO na Europa, noticiou o New York Times.

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Os cortes agora avançados surgem numa altura em que os países europeus aceleram o reforço das suas capacidades de defesa, depois de a invasão em larga escala da Ucrânia pela Rússia, em 2022, ter alimentado receios de que Moscovo possa atacar um país da NATO.

O presidente norte-americano, Donald Trump, classificou a aliança como um "tigre de papel" e os seus membros como "cobardes", numa demonstração de frustração por não se terem juntado à guerra EUA-Israel contra o Irão.

Washington planeia reduzir em um terço o número de caças que mantém destacados na Europa, retirar os oito aviões de reabastecimento aéreo e diminuir o número de aeronaves de patrulha marítima, adiantou o New York Times, citando dois altos responsáveis europeus sob anonimato.

Entre os outros meios a redistribuir contam-se um submarino lançador de mísseis, um porta-aviões, um grupo de bombardeiros e vários caças e navios de guerra.

Um caça F16 turco sobrevoa navios durante um exercício naval anual da NATO no Mediterrâneo, 15 de setembro de 2022
Um caça F16 turco sobrevoa navios durante um exercício naval anual da NATO no Mediterrâneo, 15 de setembro de 2022 AP Photo

O Comando Europeu dos Estados Unidos afirmou este mês que vai reavaliar o contributo de Washington para a NATO, para "garantir que a Europa assume a responsabilidade primária pela sua própria defesa convencional".

O general norte-americano Alexus Grynkewich acusou a Europa de ter "uma codependência pouco saudável" das forças dos EUA.

A NATO, que conta hoje 32 membros, foi fundada em 1949 e a sua segurança coletiva assenta no Artigo 5.º, o princípio segundo o qual, se um Estado-membro for atacado, toda a aliança acorre em sua defesa.

O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, afirmou na semana passada que Trump participará numa cimeira da NATO na Turquia, em julho.

Rubio descreveu o encontro como "provavelmente a reunião mais importante da história da NATO, porque há questões que precisam de ser esclarecidas e corrigidas".

O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, fala com jornalistas durante uma reunião de ministros dos Negócios Estrangeiros da NATO, em Helsingborg, 22 de maio de 2026
O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, fala com jornalistas durante uma reunião de ministros dos Negócios Estrangeiros da NATO, em Helsingborg, 22 de maio de 2026 AP Photo

Suécia alerta: Rússia pode testar coesão da NATO

Entretanto, a comissão de Defesa do parlamento sueco alertou, na sexta-feira, que a Rússia pode lançar "avanços" militares contra países da NATO num futuro relativamente próximo, se o Kremlin considerar o momento favorável.

"Não se pode excluir um ataque armado contra a Suécia ou os nossos aliados", referiu a comissão num relatório que sublinha a crescente incerteza em torno da segurança europeia.

"Avanços militares russos, por exemplo para testar a coesão da NATO e a credibilidade do Artigo 5.º, podem ocorrer num futuro relativamente próximo, se o Kremlin considerar favorável a situação política", acrescenta o relatório.

O documento acrescenta que a Rússia pode agir mesmo sem dispor do poder militar que tradicionalmente se considera necessário para lançar um ataque.

Um edifício danificado arde após um ataque russo em Kharkiv, 9 de junho de 2026
Um edifício danificado arde após um ataque russo em Kharkiv, 9 de junho de 2026 AP Photo

"Constatamos que a situação de política de segurança continua grave e é marcada por uma incerteza considerável. Existe o risco de uma rápida deterioração, com consequências graves para a segurança da Suécia e da Europa", declarou em conferência de imprensa Jorgen Berglund, presidente da comissão.

Em maio, o chefe do Estado-Maior sueco, Michael Claesson, também alertou que a Rússia pode pôr à prova a determinação da NATO.

"Sabem que todo o mundo ocidental se está a armar. Por isso pergunto: porque é que haviam de esperar para explorar fraquezas percebidas?", disse à televisão pública SVT.

A comissão de Defesa reúne representantes de todos os partidos suecos com assento parlamentar. O seu trabalho serve de base ao planeamento de defesa de longo prazo do país.

O relatório sublinha ainda que os Estados Unidos são "cruciais para a segurança e a prosperidade sueca e europeia", mas frisa que "a relação da Europa com os Estados Unidos está a mudar", à medida que a "política externa e de segurança" norte-americana "tem sido significativamente transformada" sob Trump.

A Suécia pôs fim, em 2024, a dois séculos de não alinhamento militar e aderiu à NATO, na sequência da invasão em larga escala da Ucrânia pela Rússia, em 2022.

A despesa sueca em defesa deverá atingir 3,5% do PIB até 2030, face aos 2,8% previstos para este ano.

Outras fontes • AFP

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