Daniel Siad morreu na noite de segunda-feira em casa, em Colombes, nos arredores de Paris, vítima de uma paragem cardíaca. Os processos contra ele ficam encerrados, mas investigação por tráfico de seres humanos continua.
O corpo sem vida de Daniel Siad foi encontrado na segunda-feira à noite na sua moradia em Colombes, no departamento de Hauts-de-Seine. Tinha 69 anos. Foi aberta uma investigação sobre as causas da sua morte.
Com o óbio, as investigações relacionados com Siad serão agora arquivadas.
Daniel Siad era alvo de várias queixas, nomeadamente por violação, sendo ainda acusado de ter desempenhado o papel de angariador de mulheres para Jeffrey Epstein, acusações contestadas pelo suspeito.
A sua advogada, Mestra Menya Arab-Tigrine, considerou até que "a pressão e a angústia com que vivia diariamente" "não são alheias" à sua morte.
Daniel Siad é mencionado em mais de um milhar de documentos dos arquivos relacionados com Epstein, tornados públicos pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos.
Segundo a procuradora de Paris, Laure Beccuau, 24 mulheres apresentaram-se ou foram identificadas, tendo denunciado ter sido vítimas ou testemunhado situações suscetíveis de serem crime, cometidas tanto por Daniel Siad como por outros visados.
A antiga manequim sueca Ebba P. Karlsson apresentou a primeira queixa contra Daniel Siad a 10 de fevereiro. Karlsson acusa-o de a ter violado e depois explorado sexualmente quando tinha 20 anos. "Estou em choque" afirmou Karlsson, que garantiu ainda que "Daniel Siad estava prestes a ser detido."
Apesar da morte de Daniel Siad e das acusações que o visavam ficarem sem efeito, o Gabinete central para a repressão do tráfico de seres humanos irá prosseguir com a atual investigação para identificar a rede suspeita de ter recrutado jovens mulheres para Jeffrey Epstein.