Incêndios na Comunidade de Madrid e em Ávila obrigaram à retirada de cerca de 19 mil pessoas. Governo declarou emergência nacional e pediu ajuda à União Europeia para reforçar o combate às chamas.
Espanha declarou emergência nacional devido à gravidade dos incêndios florestais que afetam sobretudo a Comunidade de Madrid e Ávila, onde o avanço das chamas obrigou à deslocação de cerca de 19 mil pessoas. O governo espanhol pediu igualmente a ativação do Mecanismo Europeu de Proteção Civil para receber apoio internacional e solicitou pelo menos quatro aviões anfíbios para reforçar o combate às chamas.
Após a declaração de emergência nacional, o ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska, assumirá a coordenação dos meios estatais, regionais e locais, enquanto a direção operacional ficará a cargo da Unidade Militar de Emergências (UME). A decisão decorre da ocorrência simultânea de vários incêndios, das condições meteorológicas extremas e da complexidade do dispositivo no terreno.
A situação é especialmente crítica na Comunidade de Madrid, onde os incêndios de Villa del Prado, San Martín de Valdeiglesias e Almorox se juntaram numa único frente. A presidente regional, Isabel Díaz Ayuso, garantiu tratar-se do “pior incêndio da história da Comunidade de Madrid” e alertou que as chamas avançam a um ritmo de até três quilómetros a cada 40 minutos. “São horas dificílimas”, afirmou a partir do Posto de Comando Avançado de Cenicientos.
O fogo já destruiu cerca de 6 mil hectares e provocou falhas nas telecomunicações que afetam cerca de 40 municípios madrilenos. Prosseguem em paralelo as evacuações e o acompanhamento das pessoas mais vulneráveis, incluindo residentes de vários lares de idosos.