Haakon tornou-se rei da Noruega após a morte do pai, o rei Harald V. O novo monarca adotou o lema “Tudo pela Noruega”, já usado pelo bisavô Haakon VII.
Rei Haakon VIII da Noruega prestou juramento de fidelidade à Constituição do país no parlamento, esta terça-feira, um importante passo simbólico ao assumir a liderança do país escandinavo após os 35 anos de reinado do pai.
Haakon tornou-se monarca da Noruega quando o rei Harald V morreu na sexta-feira, aos 89 anos. Adotou o lema “Tudo pela Noruega”, que remonta ao seu bisavô.
Foi levado na curta distância entre o palácio real e o Storting, o parlamento norueguês, num carro aberto.
Ali, o presidente do parlamento, Masud Gharahkhani, leu o anúncio oficial da morte de Harald e da sucessão de Haakon.
“Prometo e juro que governarei o Reino da Noruega em conformidade com a sua Constituição e Leis; assim Deus, Todo-Poderoso e Omnisciente, me ajude”, declarou.
A monarquia norueguesa tem raízes antigas, traçando as suas origens ao rei Harald Cabelo Belo, no século IX. Quando a Noruega recuperou a independência face à Suécia, em 1905, três quartos dos eleitores num referendo nacional aprovaram a restauração da monarquia.
Atualmente, o papel da monarquia é sobretudo simbólico, já que o poder está nas mãos do governo e do parlamento eleitos, mas a família real continua a ter influência na promoção do país em todo o mundo.
Na segunda-feira, o caixão de Harald foi levado para a capela do palácio real, no centro de Oslo, onde ficará até ao funeral, marcado para 9 de setembro.
Da tarde de terça-feira até 8 de setembro, a capela estará aberta diariamente ao público para que possa prestar uma última homenagem.
Em comunicado, o palácio real informou que os visitantes não podem tirar fotografias nem filmar no interior da capela e que não lhes é permitido deixar flores ou outros objetos.
A mulher de Haakon, a rainha Mette-Marit, participou na procissão com o caixão de segunda-feira, na primeira aparição oficial desde que assumiu o título. Tem estado praticamente afastada da vida pública após um transplante pulmonar em junho.
Antes do juramento de fidelidade de Haakon, o palácio informou que Mette-Marit não iria estar presente na cerimónia.
Em comunicado, que cita Are Holm, pneumologista do Hospital Universitário de Oslo, o palácio afirmou que as complicações após um transplante não são invulgares e que Mette-Marit as sofreu em várias ocasiões, justificando dessa forma a ausência.
“Como resultado, a Rainha tem de permanecer sob observação ao longo de todo o dia. Infelizmente, a rainha não poderá, por isso, assistir hoje à cerimónia de juramento no Storting”, disse.