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"Dados digitais são o novo petróleo", diz especialista português

De  Claudio Rosmino
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"Dados digitais são o novo petróleo", diz especialista português
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Luís Filipe Goes Pinheiro, Presidente do Conselho de Administração dos SPMS (Serviços Partilhados do Ministério da Saúde português) explica-nos por que razão considera os dados digitais o "petróleo do presente".

"Com dados digitais, o que se pretende é que os dados que são introduzidos uma vez sirvam todo o sistema, gerando informação que alimente todo um sistema. Na área da saúde, sem dados é impossível conhecer todo o historial clínico do utilizador, conhecer o efeito das várias ações empreendidas sobre um determinado utilizador e medir os resultados", diz.

A COVID impulsionou a transição digital

"Hoje em dia, num mundo cada vez mais digital, especialmente neste contexto pós-Covid, todos os dias surgem novas soluções novas aplicações para estes dados digitais que estão a surgir. É impossível não olhar para o que aconteceu nos últimos dois anos e tirar algumas conclusões a partir daí, que irão necessariamente ajudar a beneficiar os utilizadores dos sistemas de saúde no futuro.

As pessoas estão muito mais habituadas a utilizar ferramentas da sociedade da informação, tanto profissionais como utilizadores na sua vida quotidiana".

Partilha de dados de saúde beneficia os cidadãos

"É essencial que haja uma circulação de dados muito mais intensa e que haja um intercâmbio de dados de saúde muito mais eficaz para garantir que temos um verdadeiro mercado único no domínio da saúde, um mercado único de saúde com livre circulação de pessoas e livre circulação de serviços de saúde só será possível se os dados de saúde de cada um de nós não estiverem contidos dentro das nossas fronteiras.

Porque, nesta área, melhores dados, mais dados garantem melhores decisões e, portanto, melhores decisões de política pública, melhores decisões regulamentares, beneficiando todos os cidadãos europeus".