Informações indicam que a empresa de Musk está a testar um dispositivo com marca Starlink capaz de se ligar diretamente aos seus satélites
Circulam rumores de que SpaceX poderá estar a preparar-se para lançar algo muito mais pequeno do que um foguetão: um smartphone.
Segundo a Reuters, a empresa fundada por Elon Musk está a explorar novos produtos ligados ao Starlink, incluindo um possível smartphone com a marca Starlink.
Embora os detalhes ainda sejam escassos, a ideia passa por um dispositivo que se ligaria diretamente à crescente constelação de satélites da SpaceX em órbita.
O próprio Musk tem rejeitado publicamente a ideia de que a empresa esteja a desenvolver ativamente um smartphone convencional. "Não estamos a desenvolver um telefone", escreveu na plataforma X no mês passado (antigo Twitter), embora não tenha excluído a possibilidade de outro tipo de dispositivo.
Na mesma rede social, afirmou que um telefone Starlink "não está fora de questão em algum momento", ainda que, sugeriu, teria um aspeto muito diferente dos smartphones atualmente no mercado.
A SpaceX já começou a dar os primeiros passos na conectividade móvel. Firmou uma parceria com a T-Mobile para levar o acesso ao Starlink a smartphones já existentes e, no ano passado, fechou um acordo de 19,6 mil milhões de dólares (16,5 mil milhões de euros) para adquirir espectro de satélite à EchoStar.
Atualmente, a SpaceX opera mais de 9 500 satélites (a maior constelação da história) e serve mais de 9 milhões de utilizadores em todo o mundo.
Cerca de 650 satélites já estão dedicados ao seu programa de ligação direta a dispositivos, que pretende oferecer, a prazo, cobertura de rede móvel em todo o planeta, incluindo em zonas remotas.
No entanto, no início deste ano, a SpaceX anunciou planos para baixar gradualmente cerca de 4 400 dos seus satélites, que atualmente orbitam a 550 quilómetros de altitude, para 480 quilómetros ao longo de 2026, invocando preocupações com a segurança espacial.
Michael Nicholls, vice-presidente de engenharia da SpaceX, afirmou que colocar os satélites a uma altitude mais baixa será mais seguro, porque reduzirá os riscos associados a "manobras e lançamentos não coordenados por outros operadores de satélites".
A decisão surgiu após um incidente pouco comum em dezembro, em que a SpaceX afirmou que um dos seus satélites gerou uma "pequena" quantidade de detritos e cortou as comunicações com uma nave espacial a 418 quilómetros de altitude.