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Europa no MWC 2026: de telemóveis robô a aviso de que pode ficar fora do jogo do 5G

Arrancou segunda-feira, em Barcelona, o Mobile World Congress 2025, que apresenta as mais recentes inovações em tecnologia móvel e telecomunicações
Arrancou na segunda-feira, em Barcelona, o Mobile World Congress 2025, que irá apresentar as mais recentes inovações na tecnologia móvel e nas telecomunicações. Direitos de autor  AP Photo/Emilio Morenatti
Direitos de autor AP Photo/Emilio Morenatti
De Pascale Davies
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O diretor-geral da GSMA, Vivek Badrinath, explicou à Euronews o que esperar da conferência de tecnologia e deixou um sério aviso à Europa sobre a implementação do 5G.

Arranca na segunda-feira o Mobile World Congress, que assinala a 20.ª edição em Barcelona.

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A conferência de tecnologia, onde a conectividade está no centro das atenções, deixou para trás as origens como palco para os mais recentes lançamentos de smartphones e centra-se este ano nas inovações em IA, na Era IQ (integração da IA), no futuro das viagens aéreas e dos aeroportos, bem como em debates sobre 5G e 6G.

Além de todas as promessas da tecnologia, o certame traz também um aviso claro de que questões regulatórias e de investimento estão a travar a Europa na implantação da tecnologia 5G, disse à Euronews Next Vivek Badrinath, diretor-geral da GSMA, entidade que organiza a conferência.

Enquanto os Estados Unidos e a China assumiram a liderança no 5G autónomo (5GSA), já a proporcionar automação industrial real em portos e fábricas, a Europa limita-se por agora a uns meros 3 % de implantação de 5GSA, afirmou o responsável da GSMA, acrescentando que “algo não está bem”.

Problema do ovo e da galinha

O atraso é um “dilema do ovo e da galinha”, explicou. Sem cobertura alargada, as empresas europeias não conseguem investir em robótica ou IA dependentes do 5G, porque não há procura, e a expansão da rede fica estagnada.

“Se não fizermos uma implantação adequada do 5G... ficamos fora do jogo. Podemos falar o que quisermos sobre competitividade, mas sem redes que suportem estas tecnologias não avançaremos”, afirmou Badrinath.

A regulação europeia será um tema central em Barcelona, à medida que os responsáveis das telecomunicações apelam a reformas em torno da Lei das Redes Digitais da Europa (DNA), o plano do bloco para “modernizar, simplificar e harmonizar as regras da UE relativas às redes de conectividade”.

Em outubro, uma carta conjunta de operadores de telecomunicações (fonte em inglês) à presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, apelou a “reformas ousadas” para melhorar a conectividade e alertou para o risco de a Europa ficar de fora do futuro digital.

Em grande parte, isto deve-se ao facto de, enquanto os EUA e a China têm três grandes operadores, com carteiras de clientes entre 150 e 450 milhões cada, a Europa apresentar um mercado fragmentado, com cerca de 200 operadores que têm, em média, 5 milhões de clientes.

Esta falta de escala torna financeiramente impossível que as empresas europeias igualem o investimento em I&D e infraestruturas dos concorrentes globais, argumentam as operadoras.

Com a presença de alguns comissários no MWC, o encontro pode ser uma oportunidade de diálogo entre os reguladores europeus e as empresas de telecomunicações.

Prevê-se que o programa ministerial atraia uma forte presença governamental: no ano passado participaram 111 responsáveis de agências reguladoras e 66 ministros, o que fez deste um dos maiores encontros de representantes governamentais.

Que mais esperar do MWC

Mas os debates no MWC 2026 não se vão centrar apenas na política.

“O MWC é o lugar onde os negócios acontecem”, disse Badrinath, acrescentando que também estarão em exibição vários dispositivos bem chamativos.

Entre essas inovações, adiantou um telemóvel robótico dobrável da Honor. Questionado sobre os rumores de que a empresa chinesa poderá mostrar o seu primeiro robô humanoide, recusou comentar.

Há ainda duas novidades no MWC.

A primeira, batizada Airport of the Future, será uma área que mostra como a conectividade está a transformar a aviação e as viagens aéreas, desde as companhias e aeroportos até aos sistemas de tratamento de bagagem.

A segunda chama-se New Frontiers e vai olhar para além da IA, apresentando tecnologias emergentes como a computação quântica, a robótica e redes não terrestres (NTN), como as baseadas em satélites.

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