Newsletter Boletim informativo Events Eventos Podcasts Vídeos Africanews
Loader
Encontra-nos
Publicidade

Grupo internacional pede medidas de segurança da IA para crianças antes de cimeira da ONU

Grupo internacional pede medidas de segurança da IA para crianças antes de cimeira da ONU
Grupo internacional pede medidas de segurança na IA para crianças antes de cimeira da ONU Direitos de autor  Canva
Direitos de autor Canva
De Pascale Davies
Publicado a
Partilhar Comentários Siga a Euronews no Google
Partilhar Close Button

Mais de 100 organizações internacionais defendem que as empresas de IA, e não os pais, devem ser responsáveis pela proteção das crianças

Mais de 100 organizações, incluindo a Amnistia Internacional e a Save the Children, apelam aos governos para que tornem a inteligência artificial segura para as crianças, num apelo conjunto lançado um dia antes de as Nações Unidas realizarem a sua primeira cimeira global sobre governação da IA.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

A coligação, liderada pela organização de direitos das crianças 5Rights Foundation, afirma que a IA já está a causar danos às crianças e que as atuais abordagens regulatórias falham por só intervir quando é demasiado tarde.

O alerta surge numa altura em que se multiplicam as ações judiciais contra empresas de IA, como a Character Technologies e a OpenAI, devido aos efeitos da tecnologia nas crianças, em particular dos chatbots de companhia concebidos para simular relações emocionais duradouras, e em que se alega que estes chatbots de IA são comercializados como seguros para crianças sem avisos adequados.

Num comunicado divulgado na segunda-feira, antes do primeiro Diálogo Global sobre Governação da IA das Nações Unidas, o grupo sustenta que os governos devem atacar os modelos de negócio que, afirma, estão na origem do problema.

"As crianças deram-nos um diagnóstico claro do problema", afirmou Leanda Barrington-Leach, diretora executiva da 5Rights.

"Não nos estão a pedir que travemos a inovação em IA, mas também não pode limitar-se a limpar os estragos depois de o dano estar feito."

A coligação reclama dez medidas que quer ver adotadas pelos governos para evitar danos às crianças.

Entre elas estão a obrigação de as empresas demonstrarem que os sistemas de IA são seguros para crianças antes de serem lançados, a imposição de sanções financeiras às empresas cujos produtos violem os direitos das crianças, a proibição de características de conceção que explorem vulnerabilidades psicológicas das crianças e a interdição do uso comercial de imagens, vozes e dados biométricos de crianças.

O grupo defende que não são necessárias novas leis para o concretizar, apenas a aplicação dos compromissos que os governos já assumiram ao abrigo da Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança e do Pacto Digital Global da ONU, um quadro internacional que vincula os Estados a respeitar o direito internacional e os direitos humanos no espaço digital.

"Enquanto as empresas forem recompensadas pela rapidez, pelo envolvimento e pela recolha de dados, em vez da segurança, continuaremos a tratar os sintomas enquanto a doença se torna endémica", afirmou, acrescentando que o respeito pelos direitos das crianças "tem de passar a ser uma condição para fazer negócios, não um extra opcional", concluiu Barrington-Leach.

Ir para os atalhos de acessibilidade
Partilhar Comentários Siga a Euronews no Google

Notícias relacionadas

Amazon prepara lançamento do Leo, rival do Starlink, ainda este ano

China: modelo de IA GLM 5.2 rivaliza com Anthropic

Europa: regras de proteção de dados travam lançamento de LLM, revela estudo