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Telemóvel desgasta os polegares: saiba como evitar lesões

FOTO DE ARQUIVO - Uma pessoa usa um smartphone em Chicago, 16 de setembro de 2017. (Foto AP, Arquivo)
ARQUIVO - ARQUIVO - Uma pessoa usa um smartphone em Chicago, 16 de setembro de 2017. (Foto AP, Arquivo) Direitos de autor  AP Photo
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De Una Hajdari
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A forma como usamos os smartphones está a prejudicar as mãos e pode provocar tendinite do polegar, síndrome do túnel cárpico e artrite. Médicos recomendam pequenas mudanças para reduzir o risco.

Passar horas a fazer doomscrolling, pagar contas, ver episódios completos: os smartphones tornaram-se um hábito que ocupa o dia inteiro. Mas todo esse deslizar e teclar está a afetar as nossas mãos.

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"Polegar das mensagens" é um termo genérico para várias dores associadas ao uso do telemóvel: rigidez, latejar perto da articulação, sensação de clique ao dobrar o polegar.

Se não for tratado, este esforço repetitivo pode evoluir para síndrome do túnel cárpico, artrose ou tenossinovite de De Quervain.

"As nossas mãos não foram feitas para usar telefones o dia inteiro", afirmou Eugene Tsai, cirurgião no Cedars-Sinai Orthopaedics and Sports Medicine. "Para podermos usar os telefones, temos de tratar bem as mãos."

Os smartphones atuais são maiores e mais pesados do que os modelos anteriores, e a forma como os usamos também mudou.

Os alertas não são novos — o chamado polegar do BlackBerry era uma queixa comum há duas décadas —, mas o volume de tempo de ecrã fez com que as lesões por sobreutilização se tornassem mais frequentes.

Mudar de postura

Manter pulsos e cotovelos na mesma posição durante horas provoca dor na base do polegar e do pulso. Segurar o telemóvel direito durante longos períodos sobrecarrega também os outros dedos.

"Os dispositivos móveis vieram para ficar. Por isso, em vez de dizer ‘não pode usar o seu dispositivo’, temos de aprender e pensar em formas de tornar estes aparelhos compatíveis com a vida moderna", explicou Maureen O'Shaughnessy, do University of Kentucky HealthCare Hand Center.

A solução mais simples passa por limitar o tempo de ecrã ou fazer pequenas pausas entre sessões de scroll.

Se isso parecer pouco realista, tente alternar de mão, usar o dedo indicador em vez do polegar ou variar a forma como segura o dispositivo.

As funcionalidades de acessibilidade integradas também podem ajudar. O ditado por voz reduz o esforço de digitar, enquanto aumentar o tamanho do texto evita ter de aproximar tanto o telemóvel do rosto.

Acessórios de pega em anel ou em forma de círculo distribuem o peso do telefone de forma mais uniforme pela mão e podem servir de suporte para ver vídeos.

Fazer alongamentos

Alongamentos diários podem aliviar dores nas mãos após períodos prolongados em frente ao ecrã. Fletir o pulso inclinando a palma para a frente e para trás, usando a outra mão para aplicar uma resistência suave.

Fazer pequenos círculos com os polegares e fletir cada dedo individualmente também ajuda.

Para a dor na base do polegar, coloque a mão espalmada sobre uma superfície e puxe o polegar para longe dos outros dedos, mantendo a posição cerca de 30 segundos.

Se a dor, dormência ou formigueiro persistirem apesar da redução do tempo de ecrã e de medidas como ibuprofeno ou gelo, consulte um médico.

O uso constante do telemóvel pode agravar uma artrose já existente no polegar, desencadear tenossinovite de De Quervain ou provocar polegar em gatilho, uma sensação dolorosa de bloqueio ao dobrar o polegar causada por um tendão inflamado.

Fazer uma pausa breve e consciente para ajustar a postura pode parecer pouco. Com o tempo, faz diferença.

Outras fontes • AP

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