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2027: porque o 'eclipse do século' merece ser visto ao vivo

Vista do eclipse solar total de 21 de agosto de 2017 a partir de Madras, Oregon
Vista do eclipse solar total de 21 de agosto de 2017 a partir de Madras, Oregon Direitos de autor  NASA/Gopalswamy
Direitos de autor NASA/Gopalswamy
De Dianne Apen-Sadler
Publicado a Últimas notícias
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A faixa de totalidade passará por grandes cidades, incluindo Málaga, Tânger, Jidá e Luxor, em agosto do próximo ano.

O astroturismo tem sido uma das maiores tendências de viagem dos últimos cinco anos e não dá sinais de abrandar, sobretudo com um eclipse solar no horizonte no final deste ano.

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Embora o eclipse solar total de 12 de agosto de 2026 seja especial, por ser o primeiro e único visível na Islândia no século XXI, os caçadores de eclipses de longa data já estão a olhar para o ano seguinte.

É que, em 2 de agosto de 2027, ocorrerá o "eclipse do século", o mais longo eclipse solar total visível em terra facilmente acessível.

Grandes cidades no caminho da totalidade incluem Cádiz e Málaga, em Espanha, Tânger, em Marrocos, e Jidá e Meca, na Arábia Saudita. Luxor, no Egito, deverá ser um dos destinos mais procurados para observar o eclipse, já que a duração máxima da totalidade – seis minutos e 23 segundos – ocorrerá a cerca de 60 quilómetros a sudeste da cidade.

Para perceber melhor porque vale a pena viajar para ver este eclipse, falámos com a doutora Kelly Korreck, cientista responsável pelo programa de eclipses na sede da NASA.

Porque é tão especial o "eclipse do século" de 2027

"Até agora, a Terra é o único planeta de que temos conhecimento onde ocorre este tipo de eclipse solar", disse a doutora Korreck à Euronews Travel.

"Há outras luas que passam à frente do Sol, mas ter uma lua com o tamanho e a distância perfeitos para podermos assistir a isto é algo verdadeiramente especial."

Os cientistas conseguem prever a data, a hora e a duração dos eclipses com milhares de anos de antecedência – e saber quando ocorreram no passado – observando as órbitas da Lua, do Sol e da Terra.

Em teoria, o eclipse total mais longo possível duraria cerca de sete minutos e meio. Para isso, o Sol teria de estar no apogeu (no ponto mais distante da Terra), a Lua no perigeu (o ponto mais próximo da Terra) e o caminho da totalidade teria de passar ao longo do equador, algo que, como se imagina, é bastante improvável.

Com seis minutos e 23 segundos, o eclipse solar total de 2 de agosto de 2027 fica muito perto desse limite.

Ultrapassa largamente o eclipse total de 2026, cuja duração será de dois minutos e 18 segundos, e o Grande Eclipse Norte-Americano de abril de 2024, que durou quatro minutos e 28 segundos.

O que esperar durante o eclipse solar total

"É difícil explicar, sobretudo neste mundo digital, porque vale mesmo a pena sair e viver isto ao vivo", afirmou Korreck.

"As imagens são bonitas, mas não fazem justiça à experiência vivida com todo o corpo."

Korreck integra uma equipa que se dedica à ciência tornada possível quando a Lua tapa o Sol, incluindo estudos da coroa solar, a camada mais externa da atmosfera do Sol.

Enquanto a NASA vai utilizar equipamento sensível para estudar a coroa solar, será possível ver esses filamentos esguios a olho nu durante a totalidade.

Se o céu estiver limpo no local escolhido para observar o eclipse, será ainda possível ver estrelas muito brilhantes e até alguns planetas.

A diferença não será apenas visível: também se sente, já que a temperatura pode descer até 10 ºC enquanto o Sol está encoberto pela Lua.

"O cérebro humano tende a interpretar [o eclipse] como algo estranho e pode surgir alguma ansiedade ou medo, porque está a ficar escuro de uma forma a que não estamos habituados", observa Korreck.

"Ficamos perplexos. Mas quando se atinge a totalidade e se observa esta parte externa do Sol, que não vemos no dia a dia, o efeito é impressionante. Por muitas vezes que se veja, apetece sempre voltar a ver."

Como observar o eclipse em segurança

Proteger devidamente os olhos é essencial para ver um eclipse em segurança. Exceto no período de totalidade, quando o Sol está completamente coberto pela Lua, é obrigatório usar óculos específicos para observação solar.

Esses óculos devem cumprir a norma internacional ISO 12312-2 e são milhares de vezes mais escuros do que os óculos de sol comuns.

Em alternativa, pode usar um projetor de orifício, que pode ser tão simples como entrelaçar as mãos e deixar passar a luz, para ver a imagem do Sol projetada no chão.

O site da NASA (fonte em inglês) apresenta conselhos de segurança detalhados, incluindo instruções para construir um projetor de eclipse em casa.

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