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Companhia de cruzeiros europeia prepara primeiro navio a hidrogénio do mundo

Entrega do Viking Libra está prevista para novembro de 2026
Entrega do Viking Libra prevista para novembro de 2026 Direitos de autor  Viking/LinkedIn
Direitos de autor Viking/LinkedIn
De Indrabati Lahiri
Publicado a Últimas notícias
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O Viking Libra vai utilizar um sistema de propulsão híbrido, parcialmente baseado em pilhas de combustível a hidrogénio liquefeito.

O Viking Libra, o primeiro navio de cruzeiro do mundo movido a hidrogénio, atingiu recentemente uma etapa importante da construção.

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Operado pela companhia de cruzeiros Viking, o navio foi lançado à água a 19 de março, nos estaleiros de Ancona da Fincantieri. Trata-se de um processo em que a doca seca é inundada, permitindo que um casco recém-construído flutue pela primeira vez.

Representa um passo importante para o navio de cruzeiro, que poderá operar com emissões zero quando entrar ao serviço, em novembro de 2026.

Assinala também a transição da montagem estrutural do navio para o acabamento interior, normalmente a fase final da construção.

No caso do Viking Libra, a etapa final decorrerá numa doca de armamento próxima.

“O lançamento à água do Viking Libra representa mais um marco para a Viking e para a nossa parceria contínua com a Fincantieri”, afirmou Torstein Hagen, presidente e diretor-executivo da Viking.

“Desde o início, a nossa abordagem ao desenho dos navios tem estado focada na redução do consumo de combustível e o Viking Libra é, até agora, a nossa embarcação mais amiga do ambiente.”

Na temporada inaugural, o navio irá operar no Norte da Europa e no Mediterrâneo.

Como é que o Viking Libra navega sem emissões?

O Viking Libra tem um volume interno total de cerca de 54.300 toneladas e, tal como todos os navios da Viking, é um navio de pequena dimensão. O sistema de propulsão é híbrido, baseado em parte em células de combustível e hidrogénio liquefeito.

Esta configuração permitirá ao navio operar e navegar com emissões zero, podendo aceder a áreas ambientalmente muito sensíveis. Graças à tecnologia avançada de células de combustível, o sistema de propulsão do Viking Libra poderá igualmente gerar até seis megawatts de potência.

Quando estiver concluído, contará com 499 cabines, com capacidade para até 998 passageiros, além de vários restaurantes, um ginásio e um spa nórdico.

Paralelamente, a Viking está a construir o Viking Astrea, com lançamento previsto para 2027, que será igualmente movido a hidrogénio e com emissões zero.

A entrada em operação do Viking Libra acontece numa altura em que as companhias de cruzeiros procuram ser mais conscientes em termos ambientais e reduzir o impacto das viagens marítimas.

Em outubro passado, a companhia norueguesa de cruzeiros Hurtigruten realizou a sua primeira viagem climaticamente neutra a bordo do MS Richard With, num percurso de ida e volta de 5.000 milhas ao longo da costa, de Bergen a Kirkenes e regresso.

O navio utiliza 100% de biocombustível produzido a partir de resíduos gordurosos e óleos de cozinha.

“Isto marca um momento histórico nos mais de 130 anos de operação da Hurtigruten ao longo da costa norueguesa”, declarou Hedda Felin, diretora-executiva da Hurtigruten. “E, sobretudo, é mais uma prova de que é possível reduzir emissões já hoje recorrendo a biodiesel sustentável, sem necessidade de investir milhares de milhões em novos navios ou infraestruturas”.

Em novembro, a Havila Voyages, outra companhia norueguesa de cruzeiros, lançou também a sua primeira viagem climaticamente neutra ao longo da mesma rota.

O objetivo é reduzir em mais de 90% as emissões de gases com efeito de estufa face aos combustíveis fósseis, através de uma combinação de baterias e biogás liquefeito.

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