Ao longo de 12 meses, foram adicionadas 1 281 rotas, mas 568 correspondem à reativação de rotas suspensas na última década
Para lá de ler assiduamente a Euronews Travel e de nos seguir nas redes (fonte em inglês) sociais (fonte em inglês), a melhor forma de descobrir possíveis destinos de férias é estar atento às novas rotas anunciadas.
Os voos diretos abrem a porta a muitos destinos que antes nem sequer estariam na lista, mas para muitos viajantes europeus há poucos lugares verdadeiramente novos a considerar.
Isto porque a conetividade aérea na UE «ficou praticamente estagnada em 2025», com um crescimento líquido de 1 %, segundo dados da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA).
Em 2025 foram canceladas cerca de 1 127 rotas em toda a UE, tendo sido abertas apenas 1 281. Destas, 568 já tinham sido operadas na última década, mas estiveram suspensas pelo menos um ano.
O ganho líquido de 154 rotas corresponde a 1 %, elevando o total da rede para 14 797. Fica abaixo do crescimento médio anual composto de 1,5 % registado na última década.
«A prosperidade da Europa depende de ligações extensas e eficientes, tanto dentro do continente como com o resto do mundo», afirmou Thomas Reynaert, vice-presidente executivo de relações externas da IATA.
«Cada nova rota aérea cria emprego e gera oportunidades económicas e sociais. Felizmente, os responsáveis políticos europeus têm várias formas de introduzir regulamentação mais inteligente e ajudar as companhias aéreas a competir e a crescer.»
Falta de novas rotas: o que está por trás?
Vários fatores ajudam a explicar o fenómeno, entre eles os encargos regulatórios e os custos, segundo a IATA.
«O peso da regulamentação é excessivo, os custos são elevados e os problemas de competitividade de base da UE, amplamente conhecidos, não têm sido tratados de forma séria», acrescentou Reynaert.
«A proteção dos consumidores é um bom exemplo. As falhas da atual regulamentação são conhecidas, mas as tentativas de as corrigir parecem condenadas a agravá-las ainda mais.»
«São este tipo de frustrações que dificultam às companhias aéreas o reforço da conetividade de que a Europa depende para criar emprego e impulsionar o crescimento económico.»
A IATA apela aos decisores políticos para que eliminem os impostos nacionais sobre passageiros, reduzam os custos do Combustível de Aviação Sustentável (SAF), deem mais flexibilidade nas derrogações de faixas horárias nos aeroportos e reformem o regulamento europeu dos direitos dos passageiros (EU261), aumentando os limiares de tempo para compensações.