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EUA atacam barco suspeito de tráfico de droga no Pacífico: dois mortos e um sobrevivente

Barco afundado pelos EUA em 23 de janeiro de 2026
Barco afundado pelos EUA em 23 de janeiro de 2026 Direitos de autor  x.com @southcom
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De Jesús Maturana
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O Comando Sul dos Estados Unidos efectuou na sexta-feira um ataque a um barco no Pacífico oriental que fez dois mortos e deixou um sobrevivente. A operação faz parte do plano "Lança do Sul", cuja legalidade à luz do direito internacional é questionada.

Esta sexta-feira, a força conjunta Lança do Sul atacou uma embarcação que, de acordo com os serviços secretos dos EUA, transitava pelas rotas regulares do tráfico de droga no Pacífico oriental.

A operação foi conduzida sob as instruções do secretário norte-americano da Guerra Pete Hegseth e resultou na morte de duas pessoas. Uma terceira sobreviveu e foi localizada após a ativação dos protocolos de busca e salvamento do Comando Sul.

O comando publicou um comunicado na sua conta no X, acompanhado de material audiovisual, explicando que o barco era operado por "organizações terroristas designadas" envolvidas em operações de tráfico de droga.

Este tipo de ação faz parte do plano "Lança do Sul", uma iniciativa que aumentou a presença militar dos EUA nas águas do Pacífico e das Caraíbas com o objetivo declarado de intercetar as rotas do tráfico de droga.

Questionamento da legalidade das acções

A operação trouxe de novo para cima da mesa o debate sobre a legalidade internacional de tais intervenções. Analistas e especialistas em direito internacional salientam que estes ataques carecem da proteção necessária ao abrigo dos regulamentos que regem o uso da força em águas internacionais.

Os críticos salientam que, sem uma autorização explícita dos países afetados ou um mandato claro dos organismos internacionais, tais ações constituem uma violação da soberania e dos tratados existentes.

Apesar das controvérsias, a administração norte-americana defende que estas operações são necessárias para combater o tráfico de droga e as organizações criminosas que atuam na região. No entanto, a falta de transparência sobre os critérios utilizados para identificar os alvos e a ausência de mecanismos internacionais de controlo continuam a suscitar dúvidas sobre a proporcionalidade e a legitimidade destas operações militares em alto mar.

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