Donald Trump confirmou que os EUA se juntaram à ofensiva lançada esta manhã por Israel e promete "arrasar a indústria de mísseis do Irão".
O presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou que os EUA iniciaram "operações de combate importante" ao Irão, com o objetivo, segundo o próprio, de "defender o povo norte-americano" e fazer com que o Irao, que qualifica como "maior patrocinador internacional do terrorismo", "nunca tenha uma arma nuclear", um regime que recentemente "matou milhares dos seus próprios cidadãos", fazendo alusão à recente repressão das manifestações no país.
Donald Trump disse que esta é uma "operação maciça" que "está a acontecer neste preciso momento" e prometeu "arrasar a indústria iraniana de mísseis" no anúncio televisivo feito este sábado de manhã, transmitido também na rede social fundada pelo próprio presidente dos EUA, Truth Social:
A confirmação dos ataques norte-americanos surge minutos depois da notícia de que Israel tinha lançado ataques contra a capital do Irão, Teerão, e outras cidades, segundo confirmou o ministro israelita da Defesa Israel Katz. O ataque foi efetuado "para eliminar ameaças", segundo Katz. Foram vistas e ouvidas várias explosões na capital iraniana e outras grandes cidades.
Segundo os meios de comunicação social iranianos, foi vista uma nuvem de fumo no centro da cidade e ouvidas três explosões no centro de Teerão. Há também notícia de longas filas nas bombas de gasolina de Teerão, com os habitantes a tentar deixar a cidade.
O ataque ocorre no momento em que os Estados Unidos montaram uma vasta frota de caças e navios de guerra na região para tentar pressionar o Irão a chegar a um acordo sobre o seu programa nuclear. Esta frota pode agora ser alvo de retaliação por parte das forças iranianas.
Mísseis lançados contra Israel, Netanyahu reage
Entretanto, Israel confirmou que havia mísseis iranianos a caminho de alvos no país e que a força aérea israelita estava preparada para os intercetar.
O comunicado das Forças de Defesa de Israel diz que as sirenes tocaram em várias cidades israelitas, depois de identificado o lançamento de vários mísseis em direção de Israel. O comunicado pede à população que "siga as instruções do comando militar".
O primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu emitiu um comunicado no qual diz que "as forças israelitas e norte-americanas lançaram um ataque concertado para eliminar a ameaça existencial que o regime terrorista iraniano representa" e agradece ao "grande amigo Donald Trump" pela sua liderança forte.
O chefe do governo de Israel disse ainda que este ataque contra o Irão iria permitir ao povo iraniano "derrubar o regime" e estabelecer um Irão "livre e em busca da paz".
Em Portugal, o Ministério dos Negócios Estrangeiros emitiu uma nota, publicada na rede social X, onde diz estar a acompanhar a situação e que "a prioridade é a segurança dos cidadãos portugueses".
Estados do Golfo sob ataque
Além de Israel, a retaliação iraniana está também a atingir vários Estados do Golfo Pérsico aliados dos países ocidentais, nomeadamente os Emirados Árabes Unidos, o Kuwait, o Bahrein e o Qatar. Uma pessoa terá morrido em Abu Dhabi, nos EAU, vítima de um míssil, segundo a cadeia de televisão Sky News.
A Cidade do Bahrein estará sob ataque, assim como uma base militar norte-americana neste país.