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Geórgia: milhares manifestam-se pela adesão à UE no aniversário da independência

Manifestantes com bandeiras da Geórgia participam numa concentração da oposição pelo Dia da Independência em Tbilissi, 26 de maio de 2026 (AP/Zurab Tsertsvadze)
Manifestantes com bandeiras georgianas participam numa concentração da oposição pelo Dia da Independência, em Tbilissi, Geórgia, 26 maio 2026. (AP Photo/Zurab Tsertsvadze) Direitos de autor  AP Photo
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De Jerry Fisayo-Bambi
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Agitando bandeiras da Geórgia e da União Europeia, milhares de manifestantes marcharam pelo centro de Tbilisi e concentraram-se depois junto ao parlamento, sob forte presença policial.

A Geórgia assinalou esta terça-feira o Dia da Independência com um desfile que contou com a presença de responsáveis oficiais e de novos recrutas do serviço militar a prestar juramento, e que mais tarde levou milhares de georgianos a sair à rua, na capital Tbilisi, para uma manifestação pró-europeia.

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A manifestação realiza-se numa altura de forte polarização na sociedade georgiana e em que muitos críticos falam em retrocesso democrático e numa deriva antiocidental do governo.

Empunhando bandeiras da Geórgia e da União Europeia, milhares de manifestantes marcharam pelo centro de Tbilisi antes de se concentrarem diante do parlamento, sob forte dispositivo policial.

Muitos exibiam cartazes com a inscrição "Somos Europa" e retratos do ex-presidente Mikheil Saakashvili, detido, que enquanto chefe de Estado defendeu uma aproximação estreita ao Ocidente.

"Estamos na rua há mais de 500 dias e vamos continuar a vir sempre que for preciso para defender o futuro europeu da Geórgia", disse um manifestante.

Manifestantes participam numa concentração da oposição para assinalar o Dia da Independência em Tbilissi, Geórgia, terça-feira, 26 de maio de 2026 (Foto AP/Zurab Tsertsvadze)
Manifestantes participam numa concentração da oposição para assinalar o Dia da Independência em Tbilissi, Geórgia, terça-feira, 26 de maio de 2026 (Foto AP/Zurab Tsertsvadze) Zurab Tsertsvadze/Copyright 2026 The AP. All rights reserved

"No fim, será o povo a vencer. Nenhum governo autoritário resiste a um povo unido e nós estamos unidos", afirmou outro manifestante, o químico Irakli Nanadze, de 59 anos.

A manifestação foi organizada por uma aliança de partidos da oposição que tem procurado ultrapassar divisões internas e construir uma frente comum contra o governo.

Os críticos acusam o partido no poder de recuar na área democrática e de aproximar o país de Moscovo, acusações que o executivo rejeita.

Geórgia está "independente e soberana como nunca" afirma primeiro-ministro

O primeiro-ministro, Irakli Kobakhidze, afirmou no ano passado que o caminho de Tbilisi rumo à adesão à União Europeia era "sólido e irreversível", apesar de Bruxelas ter praticamente congelado o processo de adesão da Geórgia.

No discurso das comemorações da independência desta terça-feira, Kobakhidze apelou a que todos os georgianos patriotas se orgulhem de a Geórgia estar independente e soberana como nunca.

"É precisamente o reforço da nossa independência e soberania que permitiu ao nosso país, apesar dos desafios mais difíceis, defender firmemente a sua fé, preservar a paz e manter-se num caminho contínuo de progresso e desenvolvimento, um caminho que nos conduzirá inevitavelmente à Terra Prometida, ao cumprimento de todos os nossos objetivos nacionais, a uma Geórgia unida e próspera", declarou Kobakhidze.

A adesão à União Europeia está consagrada na Constituição da Geórgia e, segundo as sondagens, é apoiada por mais de 80 % da população.

No ano passado, o partido no poder Sonho Georgiano anunciou planos para proibir os seus principais rivais da oposição, uma proposta amplamente criticada como mais um passo rumo a um regime autoritário.

Outras fontes • AFP, AP

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