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Uma estátua de gelo que representa um agricultor, entre os trabalhadores mais expostos à subida das temperaturas, derrete-se diante do antigo Coliseu de Roma

Vídeo. Itália: estátuas de gelo derretido denunciam ondas de calor em Roma

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A Greenpeace Itália e o sindicato CGIL derreteram, a 15 de julho de 2026, estátuas de gelo junto ao Coliseu de Roma para denunciar o impacto das ondas de calor nos trabalhadores ao ar livre e exigir o fim progressivo dos combustíveis fósseis.

Ativistas pelo clima organizaram na quarta-feira um protesto marcante junto ao Coliseu de Roma, apresentando três esculturas de gelo a derreter que simbolizavam um agricultor, um ciclista e um operário da construção civil, para chamar a atenção para os riscos que a subida das temperaturas representa para os trabalhadores ao ar livre. Os cartazes na manifestação exibiam a mensagem: “As empresas de combustíveis fósseis enriquecem, nós derretemos.”

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A Greenpeace Itália e o sindicato CGIL organizaram o protesto para denunciar as condições enfrentadas pelos trabalhadores ao ar livre durante as ondas de calor. A ativista Simona Abbate apelou a uma eliminação progressiva dos combustíveis fósseis e a impostos mais elevados sobre as empresas de petróleo e gás para financiar a adaptação climática, enquanto Natale Di Cola, da CGIL, afirmou que as ondas de calor estão a destruir empregos, além de danificarem o planeta.

O protesto realizou-se num verão marcado por fortes ondas de calor em toda a Europa desde o final de maio, o que levou a cidade de Roma a instalar canhões de água e postos de nebulização no Coliseu, em junho, quando as temperaturas se aproximaram dos 40 ºC. A Europa está a aquecer cerca do dobro da média global, segundo o Serviço Copernicus para as Alterações Climáticas da União Europeia.

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