Segundo os relatos, o porta-aviões USS George Washington deverá agora substituir o Abraham Lincoln no Médio Oriente.
As forças armadas dos EUA estão a desmentir as notícias sobre uma crise de saúde mental entre os tripulantes a bordo do porta-aviões USS Abraham Lincoln, que se encontra no mar há mais de 260 dias, enquanto participa nas operações de Washington no Médio Oriente.
Numa publicação nas redes sociais, o Comando Central dos EUA (CENTCOM) afirmou que se verificaram "várias alegações falsas" e "notícias erradas generalizadas" relacionadas com a mobilização do porta-aviões e que a tripulação continuava "resiliente e determinada".
Nos últimos dias, têm aumentado as preocupações quanto ao bem-estar da tripulação e às condições a bordo do navio, o quinto porta-aviões da classe Nimitz dos EUA e um dos maiores navios de guerra do mundo.
O senador norte-americano Richard Blumenthal, do Partido Democrata, escreveu na quarta-feira ao secretário da Defesa dos EUA, Pete Hegseth, e ao secretário interino da Marinha, Hung Cao, enumerando os problemas relatados e exigindo saber que medidas estavam a ser tomadas.
"Tem havido relatos generalizados de escassez de bens essenciais, contaminação da água, problemas de canalização, deterioração da saúde mental, preocupações com a segurança nos conveses e perturbações no sistema postal, o que fez com que muitos pacotes de apoio a caminho do navio se perdessem em trânsito durante meses", escreveu Blumenthal, acrescentando que "as recentes missões dos porta-aviões têm-se prolongado repetidamente para além das durações inicialmente previstas".
Durante uma visita ao Panamá na quinta-feira, Hegseth afirmou que as condições — muitas das quais tinham sido relatadas pelos meios de comunicação militares "Navy Times" e "Stars and Stripes" — foram "completamente deturpadas".
"Asseguramo-nos de que cada navio, cada tripulação, cada capitão tenha tudo o que lhes podemos fornecer a cada momento", referiu. "Algumas missões são mais longas do que outras, e tenho mais respeito e gratidão por esses marinheiros do que por qualquer outra pessoa."
O CENTCOM confirmou que um marinheiro "caiu ao mar" a 3 de agosto, mas disse que foi "resgatado de forma rápida e segura" da água.
O porta-aviões USS George Washington está, alegadamente, prestes a substituir o Abraham Lincoln no Médio Oriente.
Os porta-aviões da classe Nimitz dos EUA são utilizados para operar caças e para apoiar as tropas terrestres no estrangeiro. São também utilizados em operações de segurança marítima contra ameaças terroristas ou para proteger a navegação mercante.
O Abraham Lincoln tem vindo a participar na Operação Fúria Épica, a campanha militar do presidente dos EUA, Donald Trump, contra o Irão.
A operação teve início com uma série de ataques no final de fevereiro e tem como objetivo "desmantelar o aparelho de segurança do regime iraniano".