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Trump propôs vender armas à China durante a visita de Xi Jinping, revelou o embaixador dos EUA à Fox News

Militares participam num desfile em Pequim, a 3 de setembro de 2025, que assinala os 80 anos do fim da Segunda Guerra Mundial
Militares participam num desfile que assinala os 80 anos do fim da Segunda Guerra Mundial, em Pequim, em 3 de setembro de 2025 -  Direitos de autor  AP Photo
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De Gavin Blackburn
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A lei obriga os Estados Unidos a fornecer armas a Taiwan, que tem presidente e parlamento eleitos democraticamente, ao abrigo da Lei das Relações com Taiwan, de 1979.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegou a propor a venda de armas a Pequim, em resposta às preocupações com as vendas de armamento a Taiwan, afirmou o embaixador norte-americano na China, numa entrevista à Fox News emitida no domingo.

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A China considera que Taiwan faz parte do seu território e a venda de armas norte-americanas à ilha autogovernada tem sido, há muito, uma questão delicada entre Washington e Pequim.

A legislação dos EUA obriga ao fornecimento de armas a Taiwan, que tem presidente e parlamento democraticamente eleitos, para a sua defesa, ao abrigo da Lei das Relações com Taiwan de 1979.

O embaixador dos EUA na China, David Perdue indicou que o tema voltou a ser abordado quando o presidente chinês, Xi Jinping, visitou os Estados Unidos na semana passada.

“O presidente Trump continua a dizer: ‘Vendemos armas a outras pessoas em todo o mundo.’ Chegou mesmo a perguntar ao presidente Xi se gostaria de comprar algumas, a dada altura”, disse Perdue na entrevista emitida no domingo.

Presidente dos Estados Unidos Donald Trump conversa com o presidente da China, Xi Jinping, no Museu dos Arquivos Nacionais, em Washington, 25 de setembro de 2026
Presidente dos Estados Unidos Donald Trump conversa com o presidente da China, Xi Jinping, no Museu dos Arquivos Nacionais, em Washington, 25 de setembro de 2026 AP Photo

“Há conversações em curso sobre outras vendas, [Trump] e o presidente Xi falam disso sempre que se encontram”, afirmou Perdue, acrescentando que a posição dos EUA não mudou.

Em junho, a China advertiu Taiwan de que procurar a independência “confiando nos Estados Unidos ou por via militar é um beco sem saída”.

Washington já tinha aprovado, em dezembro, uma venda de armamento a Taiwan no valor de 11,1 mil milhões de dólares (9,7 mil milhões de euros), que Perdue classificou como “mais armas para Taiwan do que qualquer outro presidente desde 1979”.

Durante a visita a Washington, Xi reiterou o aviso de que Trump deve agir com “prudência” em relação a Taiwan e foi mais longe ao instar os Estados Unidos a oporem-se explicitamente à independência de Taiwan.

Em maio, Trump sugeriu que um próximo pacote de armamento para Taipé poderia ser usado como moeda de troca com a China, alimentando receios de que a segurança de Taiwan pudesse ser sacrificada.

Outras fontes • AFP

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