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Síria: A causa perdida da Primavera Árabe

Síria: A causa perdida da Primavera Árabe
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O derramamento de sangue na Síria continua. Mais de um milhão de refugiados instalaram-se no Líbano. A população do país aumentou 25%, devido à chegada de refugiados, e atingiu as 4,2 milhões de pessoas. Além destes, quase 1,2 milhões de refugiados da Síria encontram-se abrigados no Iraque, Turquia, Jordânia e no Egito.
O inverno no Oriente não vai ser fácil para os refugiados. Cerca de 80.000 pessoas deslocadas vivem em tendas no Líbano e serão forçadas a resistir ao inverno, expostas a temperaturas baixas, chuva e neve.

Organizações humanitárias de todo o mundo mostram-se profundamente preocupadas, principalmente com os grupos mais vulneráveis, como as crianças a> .

No dia 22 de janeiro será realizada em Montreux, na Suíça, a Conferência de Paz sobre a Síria. A conferência será presidida pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e tem como objetivo procurar silenciar o barulho das armas na Síria e colocar um ponto final no derramamento de sangue que tem manchado o país. Até à data, a guerra civil da Síria já causou a morte a mais de 126 mil pessoas.

Mais de 30 países vão participar na conferência. Entre eles estarão os países vizinhos, a Arábia Saudita, principal apoiante dos rebeldes sírios, e o Irão, aliado do regime de Assad.
Dois dias depois, 24 de janeiro, as conversas de paz serão retomadas em Genebra na presença das delegações sírias (regime e oposição) e mediadas pelo representante especial das Nações Unidas e da Liga Árabe, Lakhdar Brahimi.

Brahimi considera que esta “é uma grande oportunidade para chegar à paz que não deve ser desperdiçada”. E apela “ao governo e à oposição síria para que ponham em prática medidas que permitam restabelecer a confiança, a começar pela diminuição da violência e pela libertação de prisioneiros”. No entanto, os dados referentes ao número de refugiados são chocantes.

Até o final de 2014, as organizações internacionais estimam que mais de quatro milhões de sírios procurem refúgio em estados vizinhos sob terríveis condições de vida.