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Independência adiada da Escócia desemboca em mais autonomia fiscal

Independência adiada da Escócia desemboca em mais autonomia fiscal
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Os partidos escoceses chegaram a um acordo, esta quinta-feira, sobre uma proposta para transferir mais poderes para o parlamento de Edimburgo, como contrapartida à derrota das aspirações independentistas no referendo de setembro.

As novas competências, em matéria fiscal e de segurança social, incluem a possibilidade de cobrar impostos como o IRS ou parte do IVA.

O primeiro-ministro britânico reagiu ao acordo, afirmando:

“O parlamento escocês vai ter mais reponsabilidades em termos de gestão do orçamento mas também vai estar mais responsabilizado sobre a forma como vai criar impostos para financiar esse orçamento e penso que isso é uma boa notícia”, afirmou David Cameron.

O entendimento foi anunciado pela comissão paritária encarregue, em Edimburgo, de propor e acompanhar a transferência de poderes.

Os nacionalistas, o partido maioritário, lamentaram no entanto a ausência de outras competências:

“Muitas vozes na Escócia exigiam a transferência de poderes ao nível da segurança social, do salário mínimo e da lei da paridade para cumprir a promessa de mais poderes substanciais essenciais em resposta às expetativas criadas pelo referendo. Lamento que estes poderes não tenham sido transferidos”, afirmou o deputado nacionalista John Winney.

O acordo na Escócia que deverá ser aprovado pelo parlamento de Londres, em Janeiro, levou já outras regiões do país a exigirem as mesmas competências. Sem a independência, a Escócia reabre agora o debate sobre a federalização do Reino Unido.

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