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Brasil abriu a Caixa de Pandora dos anos negros da ditadura

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De  Dulce Dias
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É o relatório que volta a trazer para a luz do dia, os negros anos da ditadura. Ao fim de dois anos e sete meses de investigações, a Comissão

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É o relatório que volta a trazer para a luz do dia, os negros anos da ditadura. Ao fim de dois anos e sete meses de investigações, a Comissão Nacional da Verdade publicou, esta quarta-feira, o relatório, de 4328 páginas, que nomeia 377 responsáveis, diretos ou indiretos, de práticas de tortura e de assassinatos, cometidas entre 1964 e 1985.

“Nós, que amamos tanto a democracia, esperamos que a ampla divulgação deste relatório permita reafirmar a prioridade que devemos dar às liberdades democráticas assim como a absoluta aversão que devemos manifestar sempre aos autoritarismos e às ditaduras de qualquer espécie”, afirmou a presidente brasileira.

Dilma Rousseff, na altura acusada de “terrorismo comunista” e vítima, também ela, da tortura, não conteve a emoção e vieram-lhe as lágrimas aos olhos.

Entre 1964 e 1985, pelo menos 434 pessoas foram mortas ou desapareceram e muitas outras foram torturadas. A Comissão de Verdade diz que os culpados devem ser julgados e recomenda a revisão da Lei da Amnistia.

Uma recomendação que se arrisca a abrir uma verdadeira Caixa de Pandora, no Brasil, já que, se é verdade que a Amnistia impediu os culpados de serem julgados, também é verdade que foi essa lei que permitiu uma transição pacífica para a democracia.

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