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As fragilidades da economia britânica

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De  Patricia Cardoso com REUTERS
As fragilidades da economia britânica
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A seis dias das eleições, a economia britânica acumula sinais negativos, pondo em causa o balanço económico de quatro anos de governo Cameron.

Em abril, o setor industrial desacelerou. O índice PMI Markit está em mínimos de sete meses, em 51,9 pontos. Em março estava nos 54%. Foi a maior queda em dois anos.

Além disso, o PIB desacelerou de forma inesperada no primeiro trimestre.

Jan Randolph, analista do IHS Global Insight, reconhece: “Foi dececionante a estimativa de 0,3% no primeiro trimestre. O índice PMI está também em queda. E ao que se deve? Há certamente a valorização da libra. A Europa ainda não recuperou completamente e há também a cautela dos consumidores e empresas antes das eleições. É uma espécie de efeito boomerang”.

Os dados mostram que a valorização da libra está a atingir as exportações e que a economia britânica é impulsionada, sobretudo, pelo consumo e através do crédito tóxico.

Em março, os britânicos pediram aos bancos mais 1,2 mil milhões de libras do que no mês anterior. É o maior aumento desde fevereiro de 2008.

Mas a maioria dos empréstimos está ligada a cartões de crédito e autorizações de descoberto. Já o crédito à habitação recua, como revela o Banco de Inglaterra.

Com a publicação dos dados e das últimas sondagens eleitorais, a libra recuou para mínimos de três semanas face ao euro.