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Eurogrupo pode rejeitar propostas gregas

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De  Ricardo Figueira com Efi Koutsokosta
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Eurogrupo pode rejeitar propostas gregas
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As coisas, para Euclid Tsakalotos e para a comitiva grega, não estão tão fáceis como pareciam, nesta estreia do ministro das Finanças grego no Eurogrupo.

Há, ainda, muitas críticas às propostas, no que toca às reformas e à questão fiscal, além de que há um grande problema de confiança.

Mesmo se o novo conjunto de propostas da Grécia faz muitas concessões às exigências dos credores e parece destinado a encontrar um consenso, para que o país receba dinheiro fresco, há ainda muita desconfiança.

Um grupo de desconfiados comandado, sem surpresas, pelo ministro alemão das Finanças, Wolfgang Schäuble, que não poupa críticas ao governo de Tsipras: “O problema é que estávamos numa situação de grande esperança no final do ano passado, apesar de todo o ceticismo dos anos anteriores e tudo isso foi destruído, de forma incrível, nos últimos meses”, disse Schäuble.

O presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, também parece pouco convencido da boa-vontade do governo grego: “Há, ainda, muitas críticas às propostas, no que toca às reformas e à questão fiscal, além de que há um grande problema de confiança. Será que podemos confiar no governo grego, para que ele de facto implemente o que está a prometer ao longo das próximas semanas, meses e anos? Essa é uma das questões mais importantes a ser discutida hoje”, disse o holandês.

“Os ministros da Eurozona estão divididos quanto à possibilidade de um acordo. Nos bastidores, há muita atividade, com o ministro grego das Finanças a ter várias reuniões bilaterais. Muitos responsáveis da União Europeia dizem que amanhã pode ser um dia decisivo”, conclui a correspondente da euronews Efi Koutsokosta, a acompanhar a cimeira.