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Turquia: Atentados sangrentos de norte a sul contra forças de segurança

Turquia: Atentados sangrentos de norte a sul contra forças de segurança
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De  Francisco Marques com Lusa, Reuters, Today's zaman
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A Turquia está ferro e fogo com vários ataques de alegados grupos radicais contra as forças de segurança. Em Istambul, esta segunda-feira

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A Turquia está ferro e fogo com vários ataques de alegados grupos radicais contra as forças de segurança. Em Istambul, esta segunda-feira, registaram-se dois ataques à partida distintos. O primeiro contra uma esquadra da polícia. Por volta da 01 hora da manhã, um carro armadilhado explodiu à porta do edifício, ferindo pelo menos 10 pessoas, entre elas 3 polícias.

Pela manhã, uma equipa de polícia analisava o local da explosão quando foi alvejada por desconhecidos, que se puseram em fuga. Um oficial das forças de segurança acabou morto.

[#UPDATE] Police chief killed while investigating bomb attack on İstanbul police station http://t.co/M2xUKofwWlpic.twitter.com/AzdXvz2L3B

— Today's Zaman (@todayszamancom) 10 agosto 2015

Ainda pela manhã, duas mulheres — pelo menos uma delas com ligação a um grupo islâmico de extrema-esquerda — atacaram a tiro o consulado dos Estados Unidos. Uma das atacantes foi ferida a tiro e capturada pelas forças de segurança, escondida num edifício para onde tentou fugir.

Através da respetiva página de internet, o grupo Frente Armada Revolucionária de Libertação do Povo colocou-se ao lado da mulher capturada, identificando-a como Hatice Aşık . O grupo é contra a presença dos Estados Unidos na Turquia e alegou que a mulher estaria igualmente a protestar contra a presença norte-americana no país.

HATİCE AŞIK ONURUMUZDUR! EMPERYALİZM YENİLECEK, DİRENEN HALKLAR KAZANACAK! Gazi Halk Cephesi http://t.co/rpgo1mOl7bpic.twitter.com/9BXa77OWqT

— Halkın Sesi TV (@halkinsesitv_) 10 agosto 2015

Uma testemunha alegou, no entanto, que a mulher terá manifestado um desejo de vingança por um atentado, ocorrido no mês passado, mas, curiosamente, apontado ao grupo Estado Islâmico. “Os polícias estavam a gritar-lhe para ela largar o saco que carregava. A mulher respondia que não se ia render. ‘Vim vingar o ataque a Suruç e vou vinga-lo’, gritava a mulher”, contou Ahmet Akcay, que terá assistido ao confronto entre os agentes da polícia e a mulher. No sudeste do país, na cidade de Silopi, na província de Sirnak, junto à fronteira com o Iraque, pelo menos quatro polícias morreram e um quinto ficou ferido após a explosão de uma mina à passagem do carro em que seguiam.

PKK members attack gendarmerie base and police station in southeastern #Turkeyhttp://t.co/q6IUnRPkHWpic.twitter.com/RaYiD704ip

— Today's Zaman (@todayszamancom) 10 agosto 2015

Na província de Diyarbakir, houve mais dois ataques esta segunda-feira à tarde contra edifícios das forças de segurança, ainda sem relatos de eventuais vítimas. A responsabilidade de ambos os ataques no sudeste da Turquia está a ser apontada a militantes do Partido dos Trabalhadores do Curdistão, o PKK, organização tida como terrorista por Ancara, pelos Estados Unidos e pela União Europeia.

Esta vaga de violência surge numa altura em que o governo turco intensifica a operação denominada “guerra sincronizada ao terror”, iniciada no final do mês passado, tendo por alvo posições do grupo Estado Islâmico e do PKK, respetivamente, na Síria e no Iraque. Os militantes do grupo rebelde curdo têm realizado diversos ataques às forças de segurança turcas junto à fronteira com o Iraque.

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