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China derreteu reservas em agosto para sustentar a moeda

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De  Nelson Pereira
China derreteu reservas em agosto para sustentar a moeda

As reservas chinesas em moeda estrangeira, as maiores do mundo, sofreram no mês passado uma quebra de cerca de 90 mil milhões de dólares.

Uma queda que reflete a intervenção do banco central, que reagiu à desvalorização do yuan no mês passado com uma operação de vendas maciças de dólares.

No final de agosto, as reservas da China desceram a 3,560 mil milhões de dólares, um decréscimo de 93,9 mil milhões, um declínio maior do que havia sido previsto pelos economistas, que esperavam um recuo para 3,580 mil millhões.

Este é o quarto mês consecutivo de declínio das reservas da China, confirmou a agência oficial de notícias chinesa, citando o banco central chinês (PBOC), que detém um terço das reservas mundiais.

No passado, a China recorreu à compra de dólares para conter a valorização do yuan.

No espaço de uma semana, desde 11 de agosto, Pequim desvalorizou em 5% a sua moeda, uma decisão súbita que agravou a turbulência nas bolsas de valores chinesas e internacionais, inquietas face à desaceleração da economia chinesa.

Uma operação de desvalorização que foi interpretada como uma tentativa desesperada de Pequim para apoiar a competitividade das suas exportações.

Esta segunda-feira, o instituto de estatística do país informou que a China reviu em baixa o crescimento de 2014. O produto interno bruto (PIB) da China cresceu 7,3% em 2014. Os últimos dados, divulgados em Janeiro, reportaram uma expansão de 7,4%.

Esta revisão não vem sossegar os receios em torno da China, mantendo as dúvidas quanto à perspetiva de que Pequim não conseguiu alcançar a meta de crescimento de 7,5% apontada para o ano passado.

A China estima crescer 7% em 2015, o que traduzirá o menor ritmo de expansão dos últimos 25 anos. Os últimos dados referentes a este ano revelam que o PIB chinês cresceu 7% no segundo trimestre.