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"Greenpeace" prudente sobre resultado da Cimeira de Paris

"Greenpeace" prudente sobre resultado da Cimeira de Paris
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O sucesso da cimeira sobre o clima de Paris depende antes de mais da decisão de diminuir a dependência mundial do petróleo, para a Greenpeace.

O responsável da organização para as políticas climáticas, Martin Kaiser, vê 50% de possibilidades de sucesso, mas também de fracasso nas negociações internacionais na capital francesa.

“É importante salientar que mais de 180 países desenvolveram planos nacionais para fazer face às mudanças climáticas e é algo inédito. O que quer dizer que as mudanças climáticas tornaram-se uma realidade em muitos países e que os cidadãos esperam uma ação por parte dos respetivos governos. Mas se a resposta é demasiado lenta, é antes de mais por causa da indústria dos combustíveis fósseis que continua a bloquear todas as políticas progressistas a nível nacional”.

Para o responsável da Greenpeace vai ser importante estar atento a alguns sinais, durante a conferência, que poderão representar uma mudança na atitude de alguns governos.

“Vai ser importante ouvir o presidente Modi da Índia e o rei da Arábia Saudita para saber se estão prontos para transformar o setor energético nos seus países, que continuam a depender tanto do carvão como do petróleo. Estes países têm que conseguir concretizar a transição para as energias renováveis”.

“Pessoalmente prefiro ser prudente sobre se esta conferência vai conseguir que o setor privado siga este caminho. Eu diria que há 50% de possibilidades de êxito e de fracasso aqui em Paris”.

A Greenpeace tinha lançado ontem uma campanha, junto à torre Eiffel, para apelar aos líderes internacionais a “renovarem as energias”. Uma transição essencial para contrariar o aquecimento global, segundo a organização.

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