Angola: Greve nos transportes de Luanda por atrasos em salários

Angola: Greve nos transportes de Luanda por atrasos em salários
De  Euronews com LUSA
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O trabalhadores da empresa de Transportes Coletivos Urbanos de Luanda Angola, estão em greve há 13 dias para protestar contra nove meses de salários em atrado.

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São já 13 os dias de greve dos trabalhadores da empresa de Transportes Coletivos Urbanos de Luanda (TCUL), organizada pelos trabalhadores para protestar contra nove meses de atrasos no pagamento de salários.

Domingos Epalanga, o secretário-geral adjunto da comissão sindical dos trabalhadores da TCUL, disse que a greve é seguida por 1.900 trabalhadores, o que se traduz em 97% de adesão.

De acordo com o responsável, o sindicato pediu à entidade patronal o início de negociações, não tendo recebido qualquer resposta até quinta-feira.

“Aguardamos a todo instante por negociações (…) para encontrarmos pontos comuns de convergência e fazermos o levantamento da greve (…) mas a outra parte não está flexível”, disse Domingos Epalanga.

Apesar da paralisação total dos serviços, Domingos Epalnga explicou que “não há pronunciamentos de quem de direito – do patronato e do ministro de tutela”.

O sindicato diz que os trabalhadores da TCUL continuam a sofrer os “efeitos drásticos decorrentes dos nove meses de salários em atraso”.

“Os ânimos estão exaltados e tememos, enquanto líderes sindicais, que a situação fuja do nosso controlo, porque se ela fugir do nosso controlo os contornos serão muito grandes, porque estamos a falar de 1.900 trabalhadores”, alertou Epalanga.

Casos de mortes entre os trabalhadores

Domingos Epalanga apontou para a existência de casos de mortes entre os trabalhadores este ano, muitas vezes por não terem dinheiro para despesas com a saúde.

“O nosso receio é que venham a morrer mais colegas. Há dois dias enterrámos mais um jovem colega, bom profissional, que se juntou a cerca de duas dezenas de colegas que morreram só este ano e isso preocupa-nos”, lamentou.

Para além dos atrasos nos salários, os trabalhadores da TCUL protestam contra a perda do seguro de saúde e do fim do pagamento da pontualidade no trabalho.

A TCUL é uma das mais importantes empresas de transporte público em território Angolano.

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