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Charlie Hebdo: Um ano depois, a homenagem de Hollande às forças da ordem

Charlie Hebdo: Um ano depois, a homenagem de Hollande às forças da ordem
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A tradicional mensagem de Ano Novo do presidente francês às forças de segurança reveste-se, este ano, de maior simbolismo, já que decorre exatamente um ano após o massacre de Charlie Hebdo.

Nunca, nas últimas décadas, a vossa missão foi tão necessária como agora - François Hollande às forças de segurança

François Hollande recordou um a um todos os membros das forças da ordem e dos bombeiros mortos durante o ano passado, em missão, vítimas de terrorismo ou não.

“Vocês protegem os franceses e protegem igualmente o seu modo de vida e as suas liberdades. Este modo de vida é o que os terroristas quiseram atacar. Porque a alegria, a partilha, a cultura inspiram-lhes ódio. Nunca, nas últimas décadas, a vossa missão foi tão necessária como agora”, afirmou Hollande.

Ao massacre de Charlie Hebdo, no dia 7 janeiro do ano passado, seguiram-se no dia 8, o assassinato de uma mulher-polícia, em Montrouge, e no dia 9, o ataque ao Hypercasher, na Porte de Vincennes.

No total, 17 pessoas perderam a vida às mãos de Amedy Coulibaly e dos irmãos Chérif e Saïd Kouachi, entre as quais três polícias:

  • Franck Brinsolaro 48 – o guarda-costas do cartoonista Charb, diretor de Charlie Hebdo;
  • Ahmed Merabet, 40, o polícia que se encontrava na rua do jornal, quando os irmãos Coulibaly saíram do edifício

e

  • Clarissa Jean-Philippe, 27, a mulher-polícia morta em Montrouge, no dia seguinte.

Na terça-feira, o presidente francês já tinha descerrado lápides em memória das 12 vítimas de Charlie Hebdo e das quatro do Hyper Casher da Porte de Vincennes.

Uma outra lápide deverá igualmente ser descerrada em memória da mulher-polícia morta em Montrouge.

Para além dos ataques de janeiro, comummente chamados ataques ao Charlie Hebdo, e das suas 17 vítimas mortais, o ano de 2015, em França, foi marcado igualmente pelo ataque de St Quentin-Fallavier, a 26 de junho, quando Hervé Cornara foi decapitado por Yassin Salhi, motorista da sua própria empresa de entregas.

A estas 18 vítimas, somam-se os 130 mortos dos atentados de Paris, a 13 de novembro. E centenas de feridos.