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Os "dislates" de Donald J. Trump nas primárias republicanas

Os "dislates" de Donald J. Trump nas primárias republicanas
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Donald Trump, o candidato republicano que ganhou 10 das 14 primárias com um populismo sem ideologia, fica certamente na História pelo discurso politicamente incorreto sobre temas como imigração, a religião muçulmana, ou a imprensa.

Sobre os imigrantes, afirmou num comício no Nevada: “Quando o México nos envia imigrantes, não nos envia os melhores..Envia pessoas que têm muitos problemas e que os trazem para cá. Trazem drogas, trazem o crime, são violadores”.

Na Carolina do Sul falou assim dos muçulmanos:

“Donald J. Trump apela ao congelamento total da entrada de muçulmanos nos Estados Unidos até que os dirigentes possam perceber o que diabo está a passar-se”.

Sem papas na língua, estigmatiza os mexicanos, os muçulmanos e até desafia o Papa.

“Se e quando o Vaticano for atacado pelo Estado Islâmico, o que sabemos é o troféu máximo que procura, tenho a certeza que o Papa rezará, desejando que Donald Trump tivesse sido eleito”.

Defendendo o porte de armas e a auto-defesa, o candidato não hesita em utilizar argumentos de choque, como quando falou dos atentados de Paris, em janeiro, em Washington:
“Esses animais, que de passagem abateram 130 pessoas. Se houvesse armas do outro lado, se as pessoas tivessem armas, se algumas pessoas tivessem armas, a história teria sido diferente…..”

E Trump chega mesmo a defender a tortura.
“Penso que deveríamos ir muito mais longe do que o waterboarding, a técnica de tortura com água.

Nos discursos de campanha costuma encorajar os apoiantes a visarem os jornalistas, como num comício no Texas:
“Eu vou reformar as leis sobre a difamação para que, quando o New York Times escreve uma peça difamatória que é uma vergonha total ou quando o Washington Post, que está lá por outros motivos, escreve uma peça difamatória podermos processá-los e ganhar dinheiro em vez de não ter nenhuma chance de ganhar, porque eles estão totalmente protegidos. “

Mesmo os rivais políticos não escapam ao verbo desabrido de Trump, como o senador da Florida, Marco Rubio.
“Eu vi com Rubio, vocês deviam vê-lo nos bastidores a pôr maquilhagem com uma espátula. Não quero dizer e não vou dizer que estava a tentar cobrir as orelhas. Não, estava apenas a tentar cobrir o suor. Já viram alguém suar assim?

Incomodativo, mas incontornável, Trump está cada vez mais perto da investidura republicana à Casa Branca