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Forças de defesa isrealitas matam palestiniana após atropelamento de soldado

Forças de defesa isrealitas matam palestiniana após atropelamento de soldado
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Uma mulher palestiniana foi morta a tiro esta sexta-feira de manhã pelas Forças de Defesa de Israel depois de, alegadamente, ter atropelado um soldado israelita num cruzamento à entrada do colonato de Gush Etzion, na Cisjordânia, a sul de Belém.

O elemento das forças de segurança israelitas atingido pelo carro ficou ferido e foi transportado para um hospital de Jerusalém.

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A alegada atacante morta no local viria a ser identificada pelo Ministério da Saúde palestiniano como Amani Husni Sabatin, de 34 anos, casada, com quatro filhos e residente em Husan, a ocidente de Belém.

As forças de segurança israelitas alegam que a mulher conduzia uma viatura de matrícula israelita — cuja propriedade apenas é permitida a cidadãos israelitas — e que, no decurso do exame efetuado a posteriori ao carro, foi encontrada uma faca junto ao lugar da condutora.

Testemunhas no local citadas por alguns meios de comunicação, nomeadamente a agência de notícias do Kuwai, a KUNA, referiram que as forças de segurança impuseram um forte perímetro de segurança em torno do carro utilizado para atropelar o soldado e que o marido da condutora teria sido convocado pelas autoridades israelitas para interrogatório.

A agência de notícias Ma’an, especializada nos territórios palestinianos, ouviu o líder do Conselho de Husan, Hasan Hamamreth, a denúnciar o cerco imposto pelas forças de segurança israelitas à vila de onde era oriunda Amani Husni Sabatin, fechando os acessos de leste e de ocidente a Husan logo após o incidente em Gush Etzion.

Hasan Hamamreth rejeita a teoria de que a mulher teria, de facto, conduzido um ataque contra o soldado e acusou a morte de Amani Husni Sabatin como uma “óbvia execução”. O responsável de Husan acrescentou que o mais velho dos 4 filhos da vítima mortal é uma rapariga de 14 anos e que o marido trabalha em Israel.

O marido, o pai e irmão de Amani Husni Sabatin foram convocados pelas autoridades israelitas ao centro de detenção de Etzion para identificarem o cadáver.

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A Ma’an sublinha que o cruzamento Gush Etzion, principal ponto de entrada no colonato homónimo, tem sido palco de numerosos confrontos mortíferos desde o escalar de violência na região, entre israelitas e palestinianos, em outubro passado. A agência de notícias estima que, desde então, já terão morrido mais de 180 palestinianos e cerca de 30 israelitas nos territórios da Palestina e em Israel.