EventsEventos
Loader

Find Us

FlipboardLinkedin
Apple storeGoogle Play store
PUBLICIDADE

Síria: O arrastar dramático de um conflito trágico

Síria: O arrastar dramático de um conflito trágico
Direitos de autor 
De  Francisco Marques com BEATRIZ BEIRAS
Partilhe esta notíciaComentários
Partilhe esta notíciaClose Button
Copiar/colar o link embed do vídeo:Copy to clipboardCopied

As Nações Unidas lançaram um apelo aos Estados Unidos e à Rússia. A ONU espera que estas duas potências possam voltar a unir esforços e tentem salvar

PUBLICIDADE

As Nações Unidas lançaram um apelo aos Estados Unidos e à Rússia. A ONU espera que estas duas potências possam voltar a unir esforços e tentem salvar o “fim das hostilidades” na Síria e as negociações entre o regime de Bashar al-Assad e os grupos da oposição.

Staffan de Mistura, o enviado especial da ONU para a Síria, não desiste do processo de paz. “Esta ronda de conversações foram ofuscadas por uma deterioração substancial e de facto preocupante do fim das hostilidades antes acordadas”, afirmava De Mistura a 28 de março.

Na última quarta-feira (27 de abril), realizou-se a derradeira reunião da terceira ronda de negociações. O objetivo de assegurar uma transição política pacífica na Síria falhou. Não há acordo.

Bombed, looted, burned and destroyed. Hospitals under attack: https://t.co/HInUa9D0Ge via PMaurerICRC</a> & <a href="https://twitter.com/MSF">MSFpic.twitter.com/3wVZLmyCMX

— ICRC (@ICRC) 29 de abril de 2016

Na semana anterior, a delegação da comissão de negociações da oposição ao regime decidiu suspender as negociações, acusando o governo de Assad de ter violado as tréguas acordadas em fevereiro.

Foi a 11 de fevereiro que Estados Unidos (opositores à permanência de Assad na presidência) e Rússia (aliada do regime de Assad) iniciaram em Munique uma ronda de conversações sobre a Síria. O foco foi colocado no que consideravam mais urgente: estabelecer os termos de um cessar-fogo entre os beligerantes.

Life expectancy among Syrians reduced by 20 years since 2011, we can't turn back time, but we can stop the war. pic.twitter.com/0zcHDRL5NU

— Firas Al-khateeb (@khateebunhcr) 25 de abril de 2016

Barack Obama anunciou o acordo a 27 de fevereiro. “O fim das hostilidades na guerra civil está previsto ser implementado este fim de semana, mas não nos deixamos iludir. Temos muitas razões para ceticismo. Mesmo nas melhores circunstâncias, a violência não vai terminar de imediato”, avisava o Presidente dos Estados Unidos diante das câmaras.

A 29 de fevereiro, logo após a implementação do fim das hostilidades, algumas cidades sírias sitiadas pelo conflito puderam começar a receber assistência humanitária. A Agência da ONU para os Refugiados (ACNUR) conseguiu fazer chegar ajuda às populações esfomeadas devido ao bloqueio imposto pelos combatentes. Este não era apenas um cessar-fogo, era um respirar de alívio para os civis.

In 2016, UNHCRinSYRIA</a> dispatched 1,901698 Humanitarian Core Relief Items for 755,613 individuals inside <a href="https://twitter.com/hashtag/Syria?src=hash">#Syria</a> <a href="https://t.co/1I33OLgfq8">pic.twitter.com/1I33OLgfq8</a></p>&mdash; Vivian Toumeh (VToumeh) 25 de abril de 2016

A 15 de março, o Kremlin, através do Presidente Vladimir Putin, anunciou o regresso à Rússia da maior parte dos bombardeiros mobilizados na Síria. A retirada, pôs fim a uma campanha militar russa que durava há cinco meses e que desequilibrou o conflito sírio a favor do regime de Bashar al-Assad.

De facto, a 13 de abril, o presidente sírio e a mulher surgiram na televisão sorridentes, a exercer o direito de voto nas controversas eleições legislativas marcadas poucos meses. É, no entanto, Assad, e sobretudo o seu futuro político no país, que continua a travar um acordo de transição política na Síria e o fim de uma guerra que dura há cinco anos, e na qual já morreram mais de 250.000 pessoas.

Partilhe esta notíciaComentários

Notícias relacionadas

Israel ataca unidade de defesa aérea no sul da Síria com mísseis

Embaixador iraniano na Síria promete retaliação após alegado ataque israelita destruir consulado

Ataque israelita destrói consulado iraniano em Damasco e mata alta patente militar