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Maior queimada de marfim do Mundo na luta contra massacre de elefantes

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De  Francisco Marques  com afp
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Maior queimada de marfim do Mundo na luta contra massacre de elefantes

O Quénia procedeu este sábado à incineração de cerca de 105 toneladas de marfim extraídas de forma clandestina de cerca de 8 mil elefantes e rinocerontes. Este género de ato crematório está a ser catalogado como a maior queima de marfim jamais efectuada no planeta e acontece como símbolo dramático da luta pela preservação da vida selvagem em África.

De acordo com os dados fornecidos, seriam cerca de 16.000 dentes de elefante e chifres de rinoceronte que compunham esta trágica fogueira. Em África, existirão ainda entre 450 mil e 500 mil elefantes, dos quais se estima que mais de 30 mil sejam assassinados a cada ano por caçadores furtivos por causa do marfim, vendido, por exemplo, na Ásia a cerca de 1000 euros o quilo.

(O Quénia queima vasto armazenamento de marfim para ajudar a salvar elefantes.)

Esta histórica incineração do marfim culminou a cimeira de líderes realizada no Quénia para debater a protecção da vida selvagem no continente africano. No discurso de encerramento, Uhuro Kenyatta sublinhou que “a caça ilegal e o tráfico de animais selvagens é agora um ramo do crime internacional” e deixou um apelo: “A luta contra este crime vai ser ganha com alianças por todas as nações e continentes. O primeiro passo deve ser uma mais próxima cooperação, em especial entre os países que preservam as últimas manadas de elefantes em África.”

A União Europeia expressou em comunicado, através dos comissários Neven Mimica e Karmenu Vella, total apoio à luta pelo fim do massacre de elefantes e congratulou o presidente do Quénia, Uhuru Kenyatta, pelos passos dados na protecção da vida selvagem em África.

(Proteção de elefantes em África: os comissários Neven Mimica e Karmenu Vella
congratulam este importante passo dado no Quénia.)

Distanciando-se radicalmente das vozes que defendiam que o Quénia deveria ter vendido e não incinerado o marfim armazenado e avaliado em cerca de 150 milhões de dólares (cerca de 130 milhões de euros), o presidente sublinhou que, com esta queima, o “Quénia está a marcar uma posição de que o marfim não tem qualquer valor a menos que esteja nos elefantes.”

O Quénia pretende conseguir ainda uma proibição mundial à venda de marfim no decurso da Convenção Internacional de Comércio de Espécies em perigo de Fauna e Flora Selvagens (CITES, na sigla original), que se realiza no final deste ano na África do sul.