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Convenção Democrata: "Nunca vi tantas mulheres a chorar esta semana"

Convenção Democrata: "Nunca vi tantas mulheres a chorar esta semana"
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A Convenção Democrata de Filadélfia chegou ao fim.

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A Convenção Democrata de Filadélfia chegou ao fim.

Hillary Clinton foi nomeada candidata presidencial, mas há dúvidas que subsistem na cabeça de democratas e norte-americanos.

O fato de ser mulher vai atrair mais votos femininos?

Será capaz de convencer os apoiantes de Bernie Sanders?

“O mundo está a observar o que fazemos. Sim, o destino da América é uma escolha nossa. Então, meus compatriotas, juntos vamos ser mais fortes,” afirmou Hillary Clinton em Filadélfia.

E, como é que os escândalos com os e-mails vão afetar o desejo de unir os norte-americanos?

A Convenção Democrata na Filadélfia, vista pelo correspondente da euronews nos Estados Unidos.

euronews:
Apesar de ser a primeira mulher nomeada como candidata do partido, Hillary Clinton parece não conseguir atrair o voto feminino. Porquê?

Correspondente EUA:
Penso que o seu discurso inédito pode ter mudado a opinião de muitas mulheres. Nunca vi tantas mulheres a chorar esta semana. Primeiro, durante o discurso de Obama e depois durante o discurso de Hillary Clinton. Ela é criticada por fazer parte do sistema, mas quando vemos as caras das delegadas femininas ontem à noite, com lágrimas nos olhos, penso que toda a gente se deu conta de estar a viver um momento histórico.

euronews:
E conseguirá pôr fim às divisões com os apoiantes de Bernie Sanders?

Correspondente EUA:
Este é o desafio dos próximos três meses, trata-se de um exercício difícil de equilibrismo para conseguir reunir os desiludidos de Bernie Sanders, mas também do campo republicano. Não acho que se aproxime mais à esquerda, mesmo que tenha evocado vários argumentos que ressoam junto dos apoiantes de Sanders e no campo mais à esquerda do partido. Mas ela também estendeu a mão a muitos republicanos que estão descontentes com o seu candidato. Vamos ver um verdadeiro choque de culturas políticas nos debates que começam em Setembro. Vai ser uma campanha dura e malvada.

euronews:
E Hillary Clinton vai ser capaz de ultrapassar os dois escândalos relacionados com emails que abalam a sua campanha?

Correspondente euronews:
Penso que sim. O que é claro neste momento é que a América tem uma escolha clara entre duas visões diferentes do país. Para os republicanos, o país é uma cena de crime, um território mergulhado no caos e os bons velhos dias pertencem ao passado. Para os democratas, é um território de esperança, diversidade, novas ideias, que são os argumentos de Clinton. Claro que os republicanos vão falar dos emails, mas estes não deverão ser decisivos para a eleição. A opinião pública já ouve falar disto há um ano, sem qualquer dado substancial sobre este tema.

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