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Banco de Inglaterra corta taxas de juro depois do Brexit

Banco de Inglaterra corta taxas de juro depois do Brexit
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O Banco de Inglaterra, organismo que funciona como o banco central do Reino Unido, anunciou a descida das taxas de juro de referência para 0,25%.

Um mínimo histórico. Há seis anos, o banco tinha feito um corte as taxas para 0,5%. A medida procura estimular a economia, em risco de recessão depois de conhecidos os resultados do referendo de dia 15 de junho acerca da permanência ou não do Reino Unido na União Europeia ou Brexit.

A maioria dos eleitores (51,9%) votou a favor da saída do Reino Unido, pelo que Londres terá agora de negociar com a União um novo tipo de relação comercial e financeira. A União Europeia mostrou-se, na altura do referendo, contra uma eventual saída do Reino Unido, temendo os efeitos negativos para o país e para a região.

Mark Carney, governador do Banco de Inglaterra, explicou que que as alterações no plano económico justificam as medidas tomadas pela instituição:

“A combinação dos fatores que compõem a oferta e a procura resultarão num crescimento 2,5% abaixo do previsto em maio. Depois de aplicadas as medidas, espera-se uma diminuição da produtividade e que o desemprego suba de 4,9% para cerca de 5,5% durante os próximos dois anos.

O Banco de Inglaterra reviu em baixa as previsões de crescimento para 2017. Em vez da projeção de aumento do PIB de 2,3%, o banco fala em apenas 0,8%. Para este ano, a estimativa de crescimento continua nos 2%, depois do referendo de junho.

Para o governador do Banco de Inglaterra, as medidas adequam-se, por isso, à atual conjuntura económica:

“Este conjunto de medidas, extensas e coerentes, foi preparado de forma adequada e tendo em conta a dimensão do choque, assim como o grau de incerteza acerca de necessidade de ajustamento, por falta de dados concretos,” disse Mark Carney.

“Todas as medidas previstas poderão sofrer incrementos. O Comité da Política Monetária poderá baixar as taxas de financiamento dos bancos para estimular os empréstimos e incluir mais ativos no programa de compra”, adiantou.

O governador do Banco de Inglaterra, deixa assim em aberto a possibilidade de novos cortes nas taxas de financiamento, tal como aconteceu na zona euro. O Reino Unido teme, agora, o aumento do desemprego e da inflação.