Assalto a Jarablus: Turquia reforça com tanques a presença no norte da Síria

Assalto a Jarablus: Turquia reforça com tanques a presença no norte da Síria
De  Francisco Marques com Lusa, Anadolu, Reuters
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A Turquia reforçou o contingente bélico junto à cidade de Jarablus, no norte da Síria, no segundo dia da ofensiva contra a presença de grupos terroristas na região, nomeadamente o autoproclamado Estad

A Turquia reforçou o contingente bélico junto à cidade de Jarablus, no norte da Síria, no segundo dia da ofensiva contra a presença de grupos terroristas na região, nomeadamente o autoproclamado Estado Islâmico e supostos afiliados do PKK (Partido dos Trabalhadores do Curdistão turco) como as YPG, o alegado braço armado do PYD (Partido de União Democrática, do Curdistão sírio).

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Depois da operação “Escudo de Eufrates” ter posto em fuga os “jihadistas” da cidade síria de Jarablus, com o apoio dos Estados Unidos, Ancara mobilizou esta quinta-feira mais uma dezena de tanques para reforçar a posição no norte da síria e evitar que a zona seja reclamada pelas milícias curdas sírias YPG.

O ministro da Defesa da Turquia reafirmou esta quinta-feira o “direito de intervir” no norte da Síria se as milícias curdas-sírias não se retirarem para leste do rio Eufrates. De visita à Turquia, o vice-presidente norte-americano Joe Biden revelou ter exigido às milícias curdas para não avançarem para ocidente do Eufrates sob pena de perderem o apoio dos Estados Unidos na guerra contra o “Daesh.”

Um porta-voz da milícia curda disse à agência France-Presse em Beirute que o grupo não tenciona submeter-se a ultimatos da Turquia. “As YPG são sírias e estão presentes em território sírio. A Turquia não pode impor restrições de movimentos a sírios em território sírio”, disse Redur Xelil.

O reforço bélico turco cruzou a fronteira, partindo de Karkamis, a pouco mais de dois quilómetros em linha reta de Jarablus, no norte da síria.

De acordo com a imprensa turca, na ofensiva de quarta-feira terão morrido uma centena de “jihadistas”, não havendo registo de baixas entre os mais de trezentos militares turcos.

A operação vista pelos curdos sírios e pelo governo de Damasco como uma violação da Turquia do território da Síria.

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