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Situação na Turquia é "inadmissível"

Situação na Turquia é "inadmissível"
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A nova vaga de detenções, na Turquia, provocou uma avalanche de reações vindas dos mais diversos quadrantes.

A luta contra o terrorismo não deve servir de justificação para silenciar a oposição política ou colocá-la atrás das grades

Frank-Walter Steinmeier Ministro alemão dos Negócios Estrangeiros

E as justificações do primeiro-ministro turco, Binali Yildirim, não parecem convencer ninguém:

“Quem foi eleito só pode ser forçado a deixar o cargo noutra eleição. Ninguém pode dizer o contrário. Mas, claro, se as pessoas eleitas estiverem envolvidas em terrorismo, têm de pagar por isso.”

Para o porta-voz do HDP, o partido pró-curdo e mais recente vítima desta nova onda de caça às bruxas, a questão ganha novos contornos.

“Já não se trata dos deputados do HDP nem do HDP. Trata-se de saber se a provocação para levar a Turquia para a guerra civil vai resultar ou não”, afirma Ayhan Bilgen.

Uma provocação, mais uma, que inquieta cada vez mais o departamento de Direitos Humanos das Nações Unidas, como afirma a porta-voz Ravina Shamdasani:

“Estamos preocupados com o facto de que, embora tendo declarado o estado de urgência e uma derrogação à Convenção Internacional dos Direitos Cívicos e Políticos, as autoridades turcas estão a ir além do admissível.”

Em Berlim, Frank-Walter Steinmeier, o ministro dos Negócios Estrangeiros pede esclarecimentos a Ancara, sobre a direção que o país está a tomar, e avisa:

“A luta contra o terrorismo não deve servir de justificação para silenciar a oposição política ou colocá-la atrás das grades.”

Via Twitter, a chefe da Diplomacia europeia, Federica Mogherini, diz-se “extremamente preocupada com as detenções”, e anunciou estar “em contacto com as autoridades turcas” e ter “convocado uma reunião com os embaixadores europeus em Ancara”.

Desde a tentativa de golpe de Estado, em julho, mais de 110 mil funcionários e políticos foram detidos ou suspensos, na Turquia.