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"Vocês deviam ter vergonha": Massacre em Alepo inflama protestos e debate na ONU

"Vocês deviam ter vergonha": Massacre em Alepo inflama protestos e debate na ONU
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De  Euronews
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O fim da batalha de Alepo foi celebrado como uma vitória por Síria e Rússia, quando a ONU denuncia o massacre de quase uma centena de civis em bombardeamentos e execuções sumárias por parte das forças

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O fim da batalha de Alepo foi celebrado como uma vitória por Síria e Rússia, quando a ONU denuncia o massacre de quase uma centena de civis em bombardeamentos e execuções sumárias por parte das forças do regime.

Reino Unido e França exigiram o envio de observadores internacionais para o terreno, durante uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU.

A embaixadora norte-americana na ONU, Samantha Power denunciou um novo capítulo, segundo ela, na lista de massacres como o do Ruanda ou de Srebrenica.

“Foi o vosso cerco – três estados membros da ONU contribuíram para um cerco sobre civis. Deviam ter vergonha. E em vez disso parece encorajar-vos. Estão a preparar o próximo ataque? Vocês são mesmo incapazes de sentir vergonha? Não há realmente nada que vos envergonhe?”.

Os embaixadores de França e do Reino Unido também não pouparam acusações contra a atuação das forças russas e sírias, evocando uma “nova Guernica” ou denunciando uma “nova forma de terror”.

Em Londres, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Boris Johnson, denunciou a gestão dos corredores humanitários por parte da Rússia.

“Tenho informações de que os russos estão a bloquear a evacuação, não apenas dos feridos mas também do pessoal médico, estão a impedir que esta gente abandone as zonas que estiveram sob ataque nas últimas semanas”.

Os rebeldes que ocupavam o leste de Alepo e milhares de civis encontram-se agora entrincheirados em apenas 5% do território que controlavam há algumas semanas.

Segundo o gabinete da ONU para os Direitos Humanos, pelo menos 82 pessoas teriam sido executadas pelas forças do regime em quatro bairros da cidade.

Centenas de manifestantes denunciaram a situação durante vários protestos, na terça-feira, em Londres, Berlim e Paris.

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