Theresa May visita Trump com comércio e NATO na agenda

Theresa May visita Trump com comércio e NATO na agenda
De  Euronews
Partilhe esta notíciaComentários
Partilhe esta notíciaClose Button
Copiar/colar o link embed do vídeo:Copy to clipboardCopied

A primeira-ministra britânica é a primeira líder mundial a econtrar-se com o novo presidente americano depois da tomada de posse.

PUBLICIDADE

Theresa May deixou o Reino Unido a caminho da “Trumplândia”. Com esta visita aos Estados Unidos, a primeira-ministra torna-se na primeira líder política mundial a visitar Donald Trump depois da tomada de posse.

Este primeiro dia da visita é dedicado a participar na conferência de senadores e congressistas republicanos, em Filadélfia.

Amanhã é o dia do encontro com Trump, onde o principal tema na agenda vai ser a negociação de um novo acordo comercial, mesmo se Bruxelas já advertiu que o Reino Unido não pode assinar acordos bilaterais sem primeiro ter chegado a acordo sobre as condições do Brexit.

O papel da NATO vai também estar na agenda dos dois líderes. O novo presidente americano já qualificou a Organização Atlântica de “obsoleta”.

Como conciliar posições tão diferentes?

Para alguns observadores, o casal May/Trump faz pensar no mítico Thatcher/Reagan dos anos 80. O Brexit e a eleição de Trump são com frequência referidos como fazendo parte do mesmo fenómeno político. Mas será que as visões dos dois líderes são compatíveis? A primeira ministra britânica parece acreditar nisso.

“Estou muito satisfeita de poder encontrar o presidente Trump assim tão cedo. Isto é um sinal da força da relação especial entre o Reino Unidos e os Estados Unidos que ele e eu queremos construir. Queremos chegar a um acordo que garanta que os interesses do Reino Unido estão primeiro e isso é que estou a fazer”, afirmou no parlamento.

Mas o entusiasmo da chefe do governo pode bem esbarrar com o protecionismo tão apregoado pelo presidente americano. Toda a gente se recorda desta frase, proferida no discurso de tomada de posse:

“De hoje em diante será apenas: Primeiro a América! Primeiro a América!

E ainda que Trump tenha expressado por diversas vezes o seu apoio ao Brexit e elgiado os britânicos por terem votado pela saída da União Europeia, não é garantido que dê a Theresa May um chèque em branco. Por outro lado, May não tem ainda as condições para negociar um acordo comercial com os Estados Unidos, uma vez que o Reino Unido está ainda ligado à União Europeia. Vai mais a Washington para conversar do que para negociar e assuntos de interesse estratégico não vão faltar, como a questão da NATO, após as recentes declarações de Trump: “Eu disse há muito tempo que a NATO tem problemas. Primeiro: está obsoleta porque foi criada há muitos anos; segundo: os países não estão a pagar o que deveriam”.

Londres, que continua a ser um dos pilares da Aliança Atlântica, deve reafirmar a sua importância. May está convencida que Trump a vai ouvir, mas deverá tratar com pinças a questão do nuclear iraniano e sobre a Rússia.

“Mesmo a América precisa de amigos e a Grã-Bretanha está a conseguir, em parte por sorte em parte por precaução, colocar-se na linha da frente”, diz o professor John Bew do Kings College de Londres, acrescentado:
no fim de contas, os dois líderes podem encontrar um terreno de entendimento face ao isolamento por que ambos estão a passar. Mas os seus interesses e conceções do mundo são bem diferentes dos que tinham nos anos 80 Teacher e Reagan”.

Partilhe esta notíciaComentários

Notícias relacionadas

Processo de seleção do júri promete atrasar julgamento de Trump

Trump paga 175 milhões de dólares para evitar apreensão de bens em caso de fraude

Trump diz que não tem dinheiro para pagar caução de 454 milhões de dólares ao tribunal