Euronews is no longer accessible on Internet Explorer. This browser is not updated by Microsoft and does not support the last technical evolutions. We encourage you to use another browser, such as Edge, Safari, Google Chrome or Mozilla Firefox.
Última hora

A roupa inteligente que nos trata da saúde

A roupa inteligente que nos trata da saúde
Euronews logo
Tamanho do texto Aa Aa

Costuma dizer-se que as roupas que usamos revelam a nossa personalidade. E se mostrassem também o nosso estado de saúde?A moda do futurojá começou.

No laboratório de inteligência artificial DFKI, em Kaiserslautern, na Alemanha, produz-se roupa. Mais precisamente, uma camisa que regista tudo o que comemos e bebemos. Como? Através dos sensores colocados no colarinho, que monitorizam os movimentos do pescoço durante a deglutição.

“Esta tecnologia permite-nos monitorizar comportamentos do quotidiano. Se alguém, por exemplo, beber muito pouca água, podemos identificar uma possível desidratação. Também podemos utilizá-la no acompanhamento de pacientes com diabetes e aconselhá-los sobre os hábitos nutricionais que devem adotar. Podemos igualmente ajudar pessoas com excesso de peso”, diz-nos Oliver Amft, professor da Universidade de Passau.

Os óculos são outra das soluções encontradas: estes investigadores desenvolveram uma armação que mede as diferentes vibrações do crânio quando o utilizador mastiga, identificando o alimento que está a ser ingerido.

Segundo Amft, “o grande desafio é conseguir integrar estas tecnologias em objetos que utilizamos no quotidiano, como as peças de vestuário e os acessórios. As pessoas que precisam mesmo de óculos estão constantemente com eles postos. Portanto, ao integrarmos os sensores de monitorização numa armação podemos apurar facilmente comportamentos alimentares”.

O projeto europeu SimpleSkin desenvolve tecidos sintéticos onde se entrelaçam fibras polimerizadas com condutores à base de cobre ou prata. A coordenadora, Jingyuan Cheng, explica-nos que se trata de um tecido “totalmente flexível e é permeável, ou seja, se transpirarmos, o ar pode circular. Por isso, é realmente confortável. Podemos também metê-lo na máquina de lavar. Já fizemos cerca de 40 testes e os sensores continuam a funcionar”.

É possível produzir este tipo de tecidos em larga escala? As técnicas e materiais aplicados, seja a impressão serigráfica ou elétrodos transparentes, costumam ser utilizados para fins industriais. O projeto integra uma empresa suíça que faz isso mesmo. “Nós já produzimos tecidos semelhantes para dispositivos fotovoltaicos. É fácil adaptarmos as nossas máquinas para fazer isto – basta proceder a alguns ajustes”, afirma Peter Chabrecek, responsável da Sefar.

Foi também criado um tapete, por exemplo, que permite contar quantas pessoas estão numa determinada sala e identificar o seu modo de andar. Um princípio idêntico pode ser aplicado num assento que ajude a corrigir a postura.

“Os mesmos têxteis, a mesma eletrónica, as mesmas aplicações podem ser utilizados em áreas como o desporto, a saúde, a segurança e muitas outras. Esperamos que seja possível no futuro reduzir os custos e colocar este tecido inteligente no mercado”, salienta Jingyuan Cheng.