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Protestos antigoverno em Bagdade: sete mortos e centenas de feridos

Protestos antigoverno em Bagdade: sete mortos e centenas de feridos
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De  Francisco Marques
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Apoiantes do líder xiita da oposição, Moqdata al-Sadr, concentraram-se para exigir a reforma do governo e o fim da corrupção, mas a tentativa de invadir a "zona verde" acabou mal.

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Pelo menos sete pessoas morreram, incluindo um agente de autoridade, e centenas resultaram feridas após uma manifestação antigoverno de apoiantes do clérigo xiita Moqtada Al-Sadr ter degenerado, na capital do Iraque, em confrontos violentos com a polícia.

Exibindo bandeiras iraquianas, os manifestantes tentaram invadir a chamada “zona verde” de Bagdade, o perímetro de segurança onde se situa o governo, o parlamento e algumas embaixadas ocidentais. A polícia respondeu com gás lacrimogéneo e tiros para o ar.

#Baghdad: Video shows Iraqi security forces throw tear-gas into crowds as protesters attempt to storm the Green Zone. pic.twitter.com/psTDjbzPhA

— Rudaw English (@RudawEnglish) 11 de fevereiro de 2017

Relatos oriundos do local por diversos meios de comunicação garantem haver mais vítimas mortais além do polícia referido incialmente por uma fonte do Ministério do Interior iraquiano. Citado pela Al-Arabya, o autarca de Bagdade terá feito um balanço de pelo menos cinco mortos e mais de 300 feridos.

A agência AFP citou uma fonte policial e atualizou o balanço de mortos para pelo menos sete pessoas.

BREAKING: #Baghdad mayor: At least five people killed, 320 were injured after the protest turned deadly https://t.co/QLazxFucY0pic.twitter.com/9UnrA8xkpS

— Al Arabiya English (@AlArabiya_Eng) 11 de fevereiro de 2017

#BREAKING Seven killed in Baghdad protest clashes: police

— AFP news agency (@AFP) 11 de fevereiro de 2017

Um dos apoiantes de Al-Sadr explica que a manifestação em curso exige “uma mudança de governo”. “Queremos pessoas patriotas para substituírem o atual executivo e começarem a reconstruir o Iraque. As eleições foram manipuladas e a uma farsa. A cada quatro anos, são sempre os mesmos corruptos. Queremos pessoas honestas”, afirma este opositor do governo do também xiita Haider Al-Abadi.

O primeiro-ministro apelou aos manifestantes para dispersarem e assumiu “a responsabilidade” pela resposta das autoridades à tentativa de invasão da “zona verde” de segurança.

ويدعو الى الالتزام بالقانون والنظام العام في وقت تخوض فيه قواتنا البطلة معارك الشرف والفداء لتحرير مدننا من بطش وارهاب عصابات داعش ٢/٢

— Haider Al-Abadi (@HaiderAlAbadi) 11 de fevereiro de 2017

À margem destes protestos, o primeiro-ministro do Iraque falou sexta-feira pela primeira vez com o novo Presidente dos Estados Unidos.

Pelo telefone, Haider al-Abadi e Donald Trump abordaram a diferente relação de ambos com o Irão, mas o chefe do Governo iraquiano manifestou ao líder norte-americano a intenção de se manter afastado da tensão crescente entre Washington e Teerão.

PM Al-Abadi speaks with POTUS</a> who assures continued support for liberation operations and efforts to resolve visa entry issues for Iraqis <a href="https://t.co/K7aHtSFef3">pic.twitter.com/K7aHtSFef3</a></p>&mdash; Haider Al-Abadi (HaiderAlAbadi) 9 de fevereiro de 2017

Pelo lado de Washington, a representação diplomática em Bagdade revelou ter sido abordado o apoio norte-americano ao Iraque na luta contra o grupo terrorista autoproclamado Estado Islâmico (ISIL/ “Daesh”) e reafirmado o compromisso de parceria no quadro estratégico acordado entre ambos os governos.

In phone call with HaiderAlAbadi</a> , <a href="https://twitter.com/POTUS">POTUS underscored US support for #Iraq fight against Daesh (1/4) https://t.co/jIKzS1uAqT

— U.S. Embassy Baghdad (@USEmbBaghdad) 11 de fevereiro de 2017

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