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Atentados de Bruxelas recordados por quem ainda sofre com o pesadelo

Atentados de Bruxelas recordados por quem ainda sofre com o pesadelo
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“Foi muito caótico, era como uma zona de guerra, lembro-me que as pessoas reagiram de forma diferente: umas estavam muito caladas, outras entraram em pânico. Havia muita coisa a acontecer muito rapidamente. Lembro-me que a minha primeira reação foi: “quem é que posso ajudar?”“, disse à euronews Jef Versele, sobre o que recorda dos atentados terroristas, em Bruxelas, a 22 de março de 2016.

Jef Versele, dono de uma cervejeira belga, estava no Aeroporto de Zaventem quando dois bombistas-suicidas se fizeram explodir.

Momentos antes da primeira explosão, afastou-se da fila de check-in para fazer um telefonema. A pessoa que estava à sua frente na fila morreu e a que estava atrás ficou gravemente ferida.

“Penso nisto quase todos os dias, estou diariamente sob a influência do que aconteceu naquele dia, mudou completamente a minha vida. No meio da noite acordo a pensar naquilo. Porque faz agora um ano, fala-se muito e há muita atenção por parte da imprensa, mas eu vou ter de viver com isto o resto da minha vida”.

O belga Bart Migom, de 21 anos, estava a caminho dos Estados Unidos da América para visitar a namorada e morreu no atentado no aeroporto. Foram necessários três dias para que os testes de ADN confirmassem a sua identidade.

“Tínhamos planos para nos casarmos e vivermos juntos, estavamos sempre a falar sobre o futuro. Vejo fotografias de nós dois juntos e não reconheço a rapariga que ali está. Já não sou a mesma pessoa desde que ele me foi roubado”, disse à euronews Emily Eisenman, que vive no estado norte-amereicano da Geórgia.

“A minha vida era como um candelabro de cristal que caiu e se partiu num milhão de pedaços. Tento juntá-los mas é quase impossível. Revivo a dor todos os dias, às vezes nem acredito que só passou um ano, sinto que foi uma vida inteira que passei sem o Bart”, acrescenta.

O jornalista da euronews Damon Embling recorda que “no total, 32 pessoas foram mortas e mais de 300 feridas nos ataques terroristas na estação de metro de Maelbeek e no aeroporto. O que aconteceu há um ano é claramente muito duro para muitas pessoas. Para algumas é ainda mais difícil por causa das batalhas legais ligadas a seguros e indemnizações”.