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Sentir o "Pulso da Europa"

Sentir o "Pulso da Europa"
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O grupo ativista Pulse of Europe, criado por cidadãos alemães após o Brexit, já organizou quase 60 manifestações desde novembro passado.

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O grupo ativistaPulse of Europeestá continuamente a lançar alertas sobre a radicalização crescente da vida política. Este movimento, criado por cidadãos alemães na sequência do Brexit e da eleição de Donald Trump nos EUA, já organizou quase 60 manifestações desde novembro passado, tendo reunido mais de 20 mil participantes.

Today's #MarchForEurope may be over, but is continued from tomorrow with the PulseofEurope</a> to set another signal for the <a href="https://twitter.com/hashtag/FutureofEurope?src=hash">#FutureofEurope</a> <a href="https://t.co/hMHqx0siuY">pic.twitter.com/hMHqx0siuY</a></p>&mdash; Fabian Weber (fabian_web) March 25, 2017

Os membros do Pulse of Europe (“Pulso da Europa”) defendem que a maioria dos cidadãos europeus ainda acredita nos princípios basilares da Europa e na possibilidade de os redinamizar, face ao avanço dos partidos nacionalistas.

Friedrich Jeschke doPulse of Europe de Aachen, na Alemanha, falou com a euronews.

euronews: O vosso grupo nasceu em novembro de 2016, em Frankfurt, e apresenta-se como um movimento apartidário que integra pessoas dos mais variados quadrantes: novos, idosos, operários, empresários… O objetivo anunciado é sublinhar os aspetos positivos da União Europeia e os valores que nos podem (re)orientar no futuro. Os nacionalismos concorrem contra os interesses europeus?

Friedrich Jeschke: Um dos objetivos primordiais dos partidos nacionalistas é abandonar a “Europa Unida”. Eles pretendem reerguer as fronteiras e regressar às moedas nacionais. No entanto, a moeda única e países sem fronteiras são princípios europeus fundamentais, portanto, sim, os nacionalismos concorrem contra a Europa. Nós estamos presentes em 14 cidades de 10 países: França, Holanda, Suécia, Áustria, Luxemburgo, Bélgica, Portugal, Irlanda e até o Reino Unido. É um movimento que está a crescer de semana para semana e há cada vez mais cidades a aderir. Há outros grupos pró-europeus que têm uma missão idêntica à do “Pulse of Europe”.

euronews: As vossas manifestações só decorrem aos domingos?

Friedrich Jeschke: Sim, e tanto quanto possível, todas ao mesmo tempo. Há muitos participantes que trazem os filhos. Na Alemanha, toda a gente tem direito a organizar uma manifestação. A segurança é responsabilidade das autoridades. Temos caixas para donativos e qualquer um pode contribuir com o montante que quiser.

“Damos-lhes motivação e inspiração”

euronews: O que é que gostaria de mudar ou melhorar na Europa?

Friedrich Jeschke: Nós consideramos que o conceito de Europa devia ser mais valorizado e mais acessível ao público. O nosso movimento parte de baixo para cima. A Europa devia ser divertida de novo. Aqueles que abandonarem a UE não vão ajudar a moldar a Europa do futuro. A mudança e o aperfeiçoamento resultam de uma maior participação e debate. Há 70 anos, os nossos avós enfrentavam-se no campo de batalha. Hoje em dia, somos amigos, vizinhos e até familiares. A Europa significa paz, liberdade, diálogo, oportunidades sem precedentes para o desenvolvimento individual dos seus cidadãos. O “Pulse of Europe” também fornece apoio aos políticos pró-europeus. Damos-lhes motivação e inspiração.

euronews: Como é que as pessoas podem organizar manifestações “Pulse of Europe”?

Friedrich Jeschke: Podem contactar a nossa organização e as autoridades locais. É necessário recolher apoios públicos para organizar o sistema sonoro, os panfletos e outros materiais. As nossas ferramentas são as redes sociais, os comentários boca-a-boca e a imprensa.

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